

Do Grupo do Facebook, Memórias de Cambuci.
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Antiga prefeitura de Miracema, que funcionou onde era um grupo escolar, hoje está o Edifício Deodato Linhares. Fonte: Memórias de Um Líder da Velha Província, autobiografia de Altivo Mendes Linhares. |
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Prefeitura de Miracema, construída na década de 1940. Extraído do site https://www.achetudoeregiao.com.br/rj/Miracema/historia.htm. Acesso em: 11abr2025. |
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Foto recente, 2025, da Prefeitura de Miracema. Autora: Larissa Mercante. |
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Prefeitura de Cambuci, data não identificada. Divulgada no grupo do Facebook denominado "Memórias de Cambuci". |
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Prefeitura de Cambuci, fotografia do jornal SFNotícias, 2017. |
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Antiga delegacia de polícia de Cambuci, noroeste fluminense. Foto de Mônica Arenasio |
Trabalhei aí também, o ano foi 83/84/85 Me lembro perfeitamente, parece que foi ontem, a padaria do finado José Paulo em frente, sempre que sobrava café ele oferecia aos detentos, sempre sério, mas de um coração grande.Nessa padaria tenho muitas histórias a contar, tempo de Chico arenazio, Jair Rangel, cidiomar, Dr William portes ,Sr Ricardo, cokito, Jaime, Emanuel pinto da Fonseca (mimi) Celsinho peão. Gringo, sgt bezerra, sgt guedes. Sgt soliva, vc Alcântara, Entre outros.... aqueles que esqueci me perdoa.... afinal já se passaram 40 anos..
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Os coroados, povo guerreiro, assentaram-se entre a margem setentrional do rio Paraíba do Sul (a oeste da primeira cachoeira) e a Serra da Frexeira, atualmente em Cambuci, subindo a barra do rio Pomba até as fronteiras com Minas Gerais. Os puris ocupavam o território que se estendia do rio Pomba, confinando com os coroados, até o norte do rio Muriaé. Esclarece o cronista [fim do século XVIII, Manoel Martins do Couto Reis] que esse povo errava dentro dos seus limites e era muito cruel. Quanto aos guanhuns, depois de se lhes impor uma diáspora, estavam vivendo entre os rios Imbé e Paraíba do Sul, ao norte da lagoa de Cima. Mostra ele que os guarulhos se confundiam com os coroados e rejeita a expressão bugre para nomear nações tão distintas.
Em seguida, com acuidade de etnógrafo, explica que os idiomas falados por esses povos diferiam muito da língua geral no Brasil, na verdade imposta pelos jesuítas. Aliás, não revela, quanto ao tratamento dado aos índios, a mínima simpatia pelos missionários desta ordem religiosa, que, segundo ele, levavam numa das mãos a cruz e na outra cadeias ocultas, confinando os nativos em reduções para se apossarem de suas terras. Fala-nos dos acampamentos simples dos puris; das aldeias com casas pequenas e efêmeras; das casas cobertas de palha dos saruçus; das casas grandes dos coroados, construídas com madeira forte e paredes muito bem barreadas, sem janela e porta somente de um lado, com teto feito de casca de madeira ou palha. Descreve práticas agrícolas e hábitos alimentares, tecnologia e crenças religiosas. Enumera as reduções construídas por missionários e deixa transparecer o processo de refração, aculturação e extermínio de tais povos, principalmente por meio de bebidas alcoólicas. Couto Reis continuará a escrever sobre os índios e mudará de opinião sobre eles com o passar dos anos.
Em 1815, passou pela região, em sua excursão científica, o naturalista alemão Maximiliano de Wied-Neuwied. Àquela altura, as nações indígenas estavam a ponto de perder seus derradeiros traços de identidade cultural e à beira da desagregação. Visitou ele uma missão religiosa em São Fidélis reunindo remanescentes de índios coroados e coropós. Visitou os puris em Ipuca, margem esquerda do Paraíba do Sul. Eles ainda eram arredios. Por serem nômades, Maximiliano observou com justeza, que eles "abandonam tais moradias, sem saudades, quando a região circunvizinha não mais lhes garante alimento suficiente; deslocam-se, então, para outros lugares, onde encontram maior abundância de macacos, porcos, veados, cutias e outras raças (...) Dizem que devoram, da mesma maneira (que os macacos), por vingança, carne humana; quanto, porém, a comer os próprios parentes falecidos, como derradeiro tributo de afeição, de acordo com o referido por alguns antigos escritores, não se encontra nenhum traço desse costume, pelo menos nos nossos tempos, entre os tapuias da costa oriental. Os portugueses do Paraíba afirmam, sem discrepância, que os Puris comem carne dos inimigos mortos..."
Ele notou que os índios mais puros culturalmente já haviam adotado o cachorro como animal domesticado, para ele, mais uma evidência da superioridade dos europeus. Em São Fidélis, Freyreiss, um dos dois naturalistas que o acompanhavam "... entrou em negócio com um dos puris para a compra de um filho, oferecendo-lhe diversos artigos." As mulheres parecem ter protestado, mas a decisão coube a um ancião. Ele observou, então, a indiferença dos nativos em se desligarem dos filhos, como se desfizessem de coisas: "Essa empedernida indiferença em todas as circunstâncias, alegres ou tristes, se encontra na totalidade das tribos americanas. Alegria e tristeza não os impressionam muito; raras vezes riem, e é pouco comum falarem alto." (Viagem ao Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1989).
No grupo "Memórias de Cambuci-RJ", na rede social Facebook, Gustavo Neto publicou imagens de um livreto publicado em 1951, com vários registros sobre o município de Cambuci, noroeste fluminense. É muito interessante para pesquisas escolares e para conhecer um pouco o município. Essa postagem não só registra como arquiva.