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domingo, 30 de agosto de 2026

Inea aponta alterações em análises de água do Rio Pomba no Noroeste Fluminense

Matéria de vários jornais dão conta de alterações em análises de amostra de água do Rio Pomba em Santo Antônio de Pádua, noroeste fluminense.

O jornal Tempo News, com dados do G1, publicou há quatro dias que O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que amostras analisadas ao longo do Rio Pomba, que atravessa os municípios de Aperibé e Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense, identificaram concentração de fósforo na água acima do normal o que, segundo o órgão, pode estar associado ao uso de fertilizantes ou a atividades de mineração.


A análise do Inea usou dados referentes à coletas realizadas em setembro de 2025 mas, segundo o órgão, não pode determinar a causa específica da espuma que voltou a ser registrada recentemente no Rio Pomba.

De acordo com o órgão, os índices não interferiram na qualidade da água e os pontos avaliados foram considerados de média a boa.

O Instituto também analisou amostras retiradas diretamente das rochas que apresentavam a camada esbranquiçada. Nelas, foram identificadas alterações em elementos como cálcio, fósforo e outros metais.

O Inea informou ainda que alterações semelhantes na aparência das rochas também já foram encontradas em trechos do Rio Pomba em Minas Gerais.

As concessionárias Águas do Rio e Águas de Pádua informaram que o abastecimento de água segue normal nas cidades atendidas.

domingo, 19 de julho de 2026

quinta-feira, 11 de junho de 2026

"Filhos do Bolsa Família: Uma análise da última década do programa", pesquisa da FGV e MDS


Desde sua criação, em 2003, o Bolsa Família convive com críticas sobre seus possíveis efeitos. Entre as mais recorrentes estão as ideias de que o programa desestimularia o trabalho, criaria dependência do Estado e incentivaria o aumento do número de filhos.

Grande parte dessas críticas perdeu força diante dos resultados observados ao longo de duas décadas de existência do programa. As pesquisas não apenas deixaram de confirmar os efeitos negativos previstos por seus críticos, como também identificaram avanços importantes em áreas como educação, saúde e redução da desigualdade.

Esses resultados ajudaram a deslocar o foco do debate, que passou do questionamento sobre a transferência de renda para a discussão sobre como aperfeiçoar uma das principais políticas de combate à pobreza do país.


terça-feira, 9 de junho de 2026

NORTE FLUMINENSE: Litoral tem 25% da zona costeira em situação instável, diz estudo da UFF

 

Um projeto inédito da Universidade Federal Fluminense (UFF) analisou quatro décadas de degradação do solo na zona costeira do estado do Rio de Janeiro e identificou áreas críticas de erosão, desmatamento e expansão urbana acelerada em diferentes regiões.

O trecho mais crítico é a faixa que se estende entre os municípios de Búzios e São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense. A pesquisa constatou que mais de 25% das terras da região são classificadas como instáveis por causa do desmatamento associado à pecuária e ao cultivo de café.

Dos 2.460,85 quilômetros quadrados (km²) degradados da área, 1.916 km² correspondem a zonas instáveis consideradas de alta prioridade para recuperação ambiental.

O Inventário da Degradação do Solo na Zona Costeira do Rio de Janeiro avaliou cerca de 22 mil km² entre 1984 e 2024, a partir de imagens de satélite, sensoriamento remoto e sistemas de informação geográfica.

As análises abrangeram municípios entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, além de Cachoeiras de Macacu, Maricá e cidades da Costa Verde, como Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty.


Riscos

Segundo Mohammad Al Abed, professor visitante da UFF e autor da pesquisa, a degradação em encostas íngremes aumenta os riscos de deslizamentos e agrava o escoamento superficial da água da chuva.

Na região entre Maricá e Búzios, o avanço da degradação foi relacionado à expansão agrícola e ao crescimento urbano acelerado.

Já na Costa Verde, incluindo Angra dos Reis e Paraty, os pesquisadores observaram erosão em sulcos próximos de áreas urbanas e instabilidade do solo impulsionadas pelo turismo e pela abertura de estradas. O levantamento mostra que a urbanização da Costa Verde cresceu 254% ao longo dos 40 anos analisados.

“Isso coloca em risco as comunidades em municípios como Angra dos Reis, onde mais de 60% do município é suscetível a deslizamentos”, diz Mohammad Al Abed.

Em Maricá, 5,88% das áreas degradadas foram associadas aos incêndios e à substituição da vegetação nativa por pastagens. Segundo o estudo, os incêndios responderam por 26% da perda de cobertura arbórea registrada no município entre 2001 e 2023.

A pesquisa alerta que a degradação do solo também ameaça infraestruturas como estradas, dutos e moradias, além de aumentar os custos públicos relacionados à resposta a desastres naturais.

O relatório destaca ainda que chuvas intensas e prolongadas tornam os solos mais suscetíveis à erosão, especialmente quando a vegetação é removida.

Manguezais e restingas, que funcionam como barreiras naturais contra tempestades e avanço do mar, também vêm sofrendo perdas importantes. Segundo o estudo, a Costa Verde perdeu 16,3% das áreas de restinga e 47,8% das áreas úmidas ao longo do período analisado.

Por Rafael Cardoso, repórter da Agência Brasil

sábado, 6 de junho de 2026

TCE-RJ COLETA DADOS MUNICIPAIS PARA AVALIAR A EFETIVIDADE DA GESTÃO MUNICIPAL - IEGM 2026



TCE-RJ inicia coleta do IEGM 2026 para avaliar a efetividade da gestão municipal

Questionários devem ser respondidos pelos gestores públicos até 31 de julho

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) deu início à coleta de informações para a elaboração do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM) 2026. A iniciativa tem como objetivo avaliar o desempenho das administrações municipais a partir das principais responsabilidades atribuídas aos gestores públicos na organização federativa. O prazo para envio das respostas é até o dia 31 de julho.

Estruturado em sete dimensões — Educação, Saúde, Planejamento, Gestão Fiscal, Meio Ambiente, Cidades Protegidas e Governança de Tecnologia da Informação — o IEGM busca mensurar tanto os esforços empreendidos pelos municípios na oferta de políticas e serviços públicos quanto os resultados alcançados por essas ações.

Além de servir como instrumento de avaliação, o índice também funciona como uma importante ferramenta de gestão. A análise dos resultados permite que os gestores identifiquem pontos fortes e oportunidades de melhoria, contribuindo para o aprimoramento contínuo das políticas públicas.

A coleta de dados será realizada por meio de questionários específicos, disponibilizados por links individuais para cada município, com formulários destinados a cada uma das sete dimensões do índice. As informações prestadas têm caráter declaratório, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Instituto Rui Barbosa (IRB).

Em caso de dúvidas, os responsáveis podem entrar em contato pelo e-mail sge@tcerj.tc.br, utilizando no assunto a identificação “IEGM/2026”.

Para acessar os formulários/questionários acesse o site do TCE-RJ.

sábado, 9 de maio de 2026

CAMPOS: BOLETIM ECONÔMICO NUPERJ ATUALIZADO EM ABRIL

 

O blogue recebeu do Prof. Alcimar das Chagas Ribeiro, Coordenador do Núcleo de Pesquisa Econômica dos Estado do Rio de Janeiro, responsável pela edição desse boletim, que retrata Boletim econômico NUPERJ atualizado em abril.

Acesso aqui.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Relatório do PIB Municipal, com uma análise detalhada da dinâmica econômica dos municípios fluminenses

 

A Fundação CEPERJ apresenta o Relatório do PIB Municipal, com uma análise detalhada da dinâmica econômica dos municípios do estado do Rio de Janeiro.
O estudo traz informações sobre a geração de riqueza, a participação dos municípios no PIB estadual, o comportamento do PIB per capita e a distribuição das atividades econômicas, contribuindo para o acompanhamento do desenvolvimento regional e o apoio à formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

📘 Acesse o relatório completo:

Por Nathália Emygdia
Diretora na Fundação CEPERJ

NOTA DO BLOGUE

Como demonstra a tabela acima, o noroeste fluminense continua sendo a região do estado do Rio de Janeiro de menor PIB no estado.

quarta-feira, 25 de março de 2026

NOROESTE: DEU NO JORNAL O DIA

 Potencial planejado da região noroeste é realçado em estudo da Firjan

Dados estão no estudo "Rio futuro: vocações e potencialidades econômicas do Rio de Janeiro elaborado pela federação


Itaperuna - As vocações industriais atuais e potenciais, a partir da análise integrada de dados e da escuta ativa de especialistas, de modo a traçar recomendações estratégicas estão mapeadas no estudo “Rio do futuro: vocações e potencialidades econômicas do Rio de Janeiro”. É focado na região noroeste fluminense.
O trabalho da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) foi elaborado para orientar um novo ciclo de desenvolvimento para o estado, e apresentado no dia 18 no Conselho Empresarial do Noroeste Fluminense, em Itaperuna, com a presença do presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.
Está constatado que a região pode aproveitar vocações relacionadas à geração de energia solar e a partir de resíduos florestais, além de ter na logística uma via estratégica de desenvolvimento. Entre as principais vocações estão Papel e Embalagem (1.333 empregos), Agropecuária Leiteira (805) e Cluster de Rochas Ornamentais (1.123).
Outro ponto ressaltado no estudo é que o noroeste “já parte de um crescimento de 16% no Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos 10 anos – o quarto maior do estado –, tendo 19% dos mais de 68 mil empregos no setor industrial – acima, portanto, da média de 10% do estado do Rio”. Caetano resume que o estudo agrega dados oficiais com a opinião de empresários a partir de suas rotinas e desafios.
“Mostramos as oportunidades de crescimento na região para que os industriais possam se desenvolver, e para que o poder público possa tomar as ações necessárias”, diz acentuando: “Consideramos uma ferramenta completa para melhorar a qualidade de vida de moradores e trabalhadores do noroeste fluminense”.
GRANDE POTENCIAL - De acordo com o levantamento, “os desafios se apresentam na necessidade de melhoria da gestão fiscal do município, de aumento de renda da população e de aprimoramento do fornecimento de energia e água, fortalecendo o ambiente de negócios e a qualidade de vida”.
Diante do constatado, visando superar os desafios, a Firjan sugere propostas estruturantes para as esferas estadual e federal, que envolvem governança, segurança pública, transição energética e infraestrutura logística. Entre as sugestões estão restauração de seis rodovias, duplicação da RJ-116 a partir de Macuco e licitação da BR-356, garantindo acessos adequados a áreas industriais.
Na avaliação do presidente da Firjan Noroeste Fluminense, José Magno Vargas Hoffmann, o estudo mostra atividades industriais de grande potencial de desenvolvimento, como os setores de Construção, Metalmecânico e Papel e Celulose: “Mas para isso dependemos de uma boa oferta de energia e de mão-de-obra qualificada”, sugere.

sábado, 30 de agosto de 2025

APERIBÉ: DESTAQUE NO ICMS VERDE 2025

Fonte: Blog Miracema.RJ.
 

O blogue Miracema.RJ divulgou hoje gráficos e informações referentes ao ICMS ECOLÓGICO dos municípios do noroeste fluminense 2026, calculado com dados de 2024, informados pelos municípios ao INEA-RJ em 2025.

No que diz respeito ao Índice Final de Conservação Ambietal (IFCA), "entre os municípios do Noroeste Fluminense, Aperíbé se destacou com a pontuação 0,9146, em seguida Itaperuna (0,01489)".

Segundo o blogue, "Aperibé e Itaperuna foram os únicos municípios da região a pontuarem no IrTE (Índice Relativo de Tratamento de Esgoto), que vem a ser um dos índices relativos que compõem o IFCA, com as pontuações 0,0338 e 0,00043, respectivamente".

E ainda, "no IrDR (Índice Relativo de Destinação de Resíduo Sólido), que também compõe o IFCA, São José de Ubá se destacou com a pontuação 0,01875, em seguida Itaperuna (0,01489)". Observa o blogueiro do Miracema.RJ,   

Miracema foi o único município a não fornecer informações para o cálculo deste índice. Uma referência ao IrDR. No entanto, também não forneceu informação referente ao IrTE, se forneceu deu índice igual a zero. Os gráficos específicos podem ser vistos aqui.

ÍNDICES FINAIS DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL DOS MUNICÍPIOS DO NOF

FONTE: Blog Miracema.RJ, blogueiro Hélcio Menezes

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Vendas no comércio varejista no Estado do Rio têm alta de 2,9% em dezembro

Imagem ilustrativa

Resultado ficou acima da média nacional e foi o segundo melhor entre os estados

O volume de vendas no varejo, no Rio de Janeiro, cresceu 2,9% na passagem do mês de novembro para dezembro, registrando alta acima da média nacional, que foi de -0,1%, e de estados como São Paulo, que também teve desempenho negativo, de -1%. O resultado do Estado do Rio, em dezembro, foi o segundo melhor entre os estados, ficando atrás apenas do Distrito Federal, de acordo com a Pesquisa Mensal do comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (13/02), pelo IBGE.

A pesquisa do IBGE acompanha o comportamento dos principais segmentos do comércio varejista no país. Os dados apurados mostram também que, no acumulado do ano, o crescimento do setor no Estado do Rio é de 1,6%, maior alta desde dezembro de 2014, que registrou crescimento de 3,2%. Na comparação anual, com dezembro do ano passado, a alta foi de 0,2%.

Segundo o IBGE, três dos oito grupamentos pesquisados apresentaram resultados positivos: outros artigos de uso pessoal e doméstico, móveis e eletrodomésticos, e livros, jornais, revistas e papelaria.

Trechos da matéria enviada pelo Núcleo de Imprensa do ERJ

sábado, 7 de dezembro de 2024

MIRACEMA: PESQUISA DE OPINIÃO SOBRE EXTERNALIDADES NEGATIVAS DO LIXÃO NA ANTIGA UTIL

P
rezados miracemenses


O Comitê em Defesa de Miracema faz uma pesquisa de opinião sobre importante questão ambiental, que aflige nosso município. Solicitamos sua colaboração para essa avaliação, respondendo às questões abaixo. https://forms.gle/PoJ49xP8N1pS7avG8

Se você mora em Miracema, pedimos que contribua com nossa pesquisa de opinião. Em pouco tempo você responde o formulário, disponível no link acima, pode responder diretamente do seu celular.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Claudio Castro diz que precisa aumentar a tarifa da água porque o valor cobrado no leilão da empresa estava errado

Hoje as redes sociais e a imprensa em geral noticiou que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), disse que precisa aumentar a tarifa porque o valor cobrado no leilão da CEDAE estava errado. Com tantas fontes, optei pelo Jornal do Brasil, pelo histórico do jornal, que sempre apreciei.

Sob o título Depois de vender a Cedae e se arvorar ter feito ótimo negócio, Claudio Castro agora diz que precisa aumentar a tarifa porque o valor cobrado no leilão da empresa estava errado, matéria de Ítalo Nogueira, no Informe JB, aponta que:

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), assinou um termo de conciliação com a Águas do Rio, principal concessionária de saneamento básico do estado, no qual prevê para os próximos dois anos aumento na tarifa de água e esgoto para compensar possíveis erros no edital de licitação do serviço.

O documento também autoriza o aumento no número de consumidores a serem cobrados pelo serviço de saneamento. Além disso, suspende a necessidade de ampliação do abastecimento de água e coleta de esgoto até a conclusão dos estudos sobre os erros apontados no edital.

As cláusulas do contrato são temporárias, mas têm validade até a Agenersa (agência reguladora do setor no estado) concluir os estudos para confirmar ou não as falhas do edital e seu eventual impacto na concessão.

A conciliação, assinada no início deste mês, foi intermediada pela agência para evitar que a Águas do Rio buscasse, por meio de arbitragem, a suspensão do pagamento da parcela de R$ 3,8 bilhões prevista para este ano, dos quais R$ 2,4 bilhões aos combalidos cofres estaduais e o restante às prefeituras.
A alternativa foi ampliar a base de cobrança e sinalizar para um aumento da tarifa aos consumidores a partir do ano que vem.

Em nota, o governo do estado afirmou que a Agenersa ainda vai apurar a existência do desequilíbrio. Declarou também que "os termos do acordo foram firmados considerando-se a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal".

"[O regime] impede a adoção de qualquer outra modalidade mitigadora de desequilíbrio que importe em déficit ao orçamento estadual ou prejuízo ao atingimento das metas estabelecidas legalmente ou à qualidade dos serviços de saneamento básico a serem prestados pelas concessionárias", diz a nota.

A Agenersa disse, em nota, que o acordo não reconheceu direito à Águas do Rio e afirmou que as falhas do edital "ainda dependem de confirmação e de validação". A concessionária disse apenas estar "em tratativa técnica com a Agenersa".

O termo de conciliação faz parte do processo aberto pela concessionária para questionar os dados sobre coleta de esgoto que constavam no edital da chamada "privatização da Cedae", em 2021.

A empresa afirma que, ao assumir o serviço, identificou uma cobertura inicial de coleta de esgoto menor do que a indicada como existente no edital. A discrepância ampliaria a necessidade de investimento para alcançar 90% de cobertura de coleta de esgoto em sua área de atuação até 2033, como prevê o contrato de concessão. Também reduz, segundo ela, a receita prevista da operação.

O edital previa um investimento de R$ 24,3 bilhões nas zonas sul, norte e centro da capital e outros 16 municípios do estado, assumidos pela Águas do Rio.

Os dados da concessionária mostram, por exemplo, que o edital indicava a existência de coleta de esgoto em 45% das residências de Nova Iguaçu. A empresa afirma ter identificado uma taxa de 2%. Em Queimados, em vez de 42%, o índice é de 1%, segundo a firma.

O edital já previa a possibilidade de uma cobertura menor do que a indicada. Contudo, estabelecia um limite de 18,5% para essa diferença —o que, segundo a concessionária, foi superado em muitos municípios.

Apesar da assinatura do termo não confirmar a existência das discrepâncias, parecer da própria Casa Civil estadual considera que a conciliação "pressupõe um contexto de desequilíbrio a ser, ainda que provisoriamente, saneado".

Um dos pontos considerados é o fato de a concessionária ter apresentado documentos produzidos pelo próprio estado que corroboram com a indicação das falhas. Ela usou como base o Plano Metropolitano de Saneamento Básico e o Diagnóstico do ICMS Ecológico.

O acordo garante que, caso a Agenersa não conclua o diagnóstico sobre o desequilíbrio em um ano, haja um aumento na tarifa de 5,18% em dezembro de 2025 e outro em dezembro de 2026 para os municípios do bloco 1 e 7,1% do bloco 4 (este último inclui a capital). Esse acréscimo seria adicional ao reajuste anual da cobrança, geralmente baseada na inflação.

O documento também suspende a necessidade de ampliação do abastecimento de água e esgoto até a conclusão da análise da agência. Pelo edital, a concessionária deveria começar a apresentar avanços na cobertura a partir deste ano.

O termo também autoriza a cobrança por esgoto de residências que tenham a chamada coleta em tempo seco, na qual os dejetos são levados para uma estação de tratamento por meio da rede fluvial (criada para escoamento da chuva). O sistema recebe este nome porque, em caso de chuva e aumento da vazão, o material é despejado nos rios sem tratamento.

O contrato inicialmente previa que só poderia haver cobrança com a instalação de coleta com o chamado separador absoluto, sistema exclusivo para escoamento do esgoto para as estações de tratamento. Não há estimativa de quantos novos consumidores serão incluídos na base de pagamento da concessionária.

O termo não indica quando a concessionária poderá fazer essa ampliação da base de consumidores. Em nota, a Agenersa afirmou que "todos os termos do acordo para ter validade dependem da finalização dos processos em andamento".

Termos do acordo consideram recuperação fiscal, diz governo 
A gestão Cláudio Castro afirmou, em nota, que os termos do acordo de conciliação com a Águas do Rio levou em consideração o Regime de Recuperação Fiscal a que o estado está submetido.

"Os termos do acordo foram firmados considerando-se a adesão do estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que impede a adoção de qualquer outra modalidade mitigadora de desequilíbrio que importe em déficit ao orçamento estadual ou prejuízo ao atingimento das metas estabelecidas legalmente ou à qualidade dos serviços de saneamento básico a serem prestados pelas concessionárias", diz a nota.

O governo fluminense afirma ainda que "cabe à agência reguladora estadual o dever de apurar a alegada situação de desequilíbrio financeiro, com base no processo regulatório". "A situação apontada pela concessionária poderá se confirmar ou não no decorrer do processo administrativo."

A Agenersa declarou que "o acordo teve por objeto evitar a judicialização do pagamento da última parcela da outorga a ser paga ao Governo do Rio de Janeiro".

"O acordo não substituiu a atuação da agência reguladora, uma vez que sua implementação depende da conclusão dos processos sobre falta de cobertura de esgoto", diz a agência.

A Águas do Rio disse que está "em tratativa técnica com a Agenersa para definir o número de famílias que serão beneficiadas com o tratamento de esgoto por coleta de tempo seco".


Aproveitamos o inteiro teor da matéria porque trata-se de um tema periclitante. Depois daquela privatização - leilão do CEDAE - que distribuiu dinheiro sem necessidade de prestação de contas, numa farra doida... Na cara de pau o governo vem dizer que houve erro? Aguardem... Erro foi privatizar, porque onde tem Águas do Rio não tem prestação de serviço adequada. É problema para todo lado.

sábado, 17 de agosto de 2024

Eleições 2024: Miracema (RJ) candidatos a prefeito e a vereador

Veja a lista completa com nomes, partidos e números de urna dos candidatos a prefeito e vereador em Miracema nas eleições municipais de 2024.

Miracema tem 5 candidatos a prefeito e 160 a vereador registrados para disputar a eleição de 2024, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As listas de todos os candidatos estão disponíveis AQUI, com os nomes e os números de urna, os partidos e as situações de cada um (concorrendo ou inapto para concorrer).

domingo, 10 de março de 2024

ESTUDO SUECO APONTA QUE O BRASIL FREOU O DESMONTE À DEMOCRACIA E É UMA REFERÊNCIA INTERNACIONAL

Jamil Chade, colunista da UOL, divulgou hoje matéria importante sobre os resultados da V-Dem, uma instituição na Universidade de Gotemburgo, na Suécia A conclusão é de um dos estudos que serve de parâmetro no mundo para medir a saúde da democracia. A instituição mantém o maior banco de dados globais sobre democracia, com mais de 31 milhões de pontos de dados para 202 países de 1789 a 2023. Com a participação de mais de 4.200 acadêmicos e especialistas de outros países, o V-Dem mede mais de 600 diferentes atributos da democracia.

De acordo com estudo da V-Dem, "o Brasil conseguiu frear o desmonte da democracia, impedir que o processo de autocratização se concretizasse e passou a ser uma referência sobre como usar a eleição para promover uma reviravolta".

Segundo a instituição, "o Brasil foi um dos raros casos 'que interromperam a autocratização antes do colapso". O país continua sendo qualificado como uma democracia eleitoral, e não uma democracia liberal. Mas sobe no ranking e se posiciona como um ponto positivo na luta pela democracia.

A responsável pela pesquisa - V-Dem afirma que "a presidência de Jair Bolsonaro foi marcada por ataques à mídia, restrições à liberdade acadêmica, tentativas de minar o sistema eleitoral e conflitos com os poderes legislativo e judiciário". Com a derrota nas eleições de 2022, o país estabeleceu a refutação às políticas do autocrata, cessou suas trangressões, tanto que o ex-presidente foi condenado por abuso e tornou-se inelegível.

Ademais, os suecos apontam que o que ocorreu no Brasil no final de 2022 e em 2023 deve servir como ponto de reflexão internacional. "A autocratização não foi apenas interrompida no Brasil, mas também revertida em um caso definitivo de reviravolta".

Num dos trechos do informe, dedicado exclusivamente ao caso nacional, os pesquisadores se perguntam: O que fez o Brasil dar a volta por cima e que orientação que ele pode oferecer?

Segundo os pesquisadores, o processo no país "mostra a importância de usar as eleições como "eventos críticos" para interromper a autocratização".
"A maioria das eleições de 2024 ocorre em contextos de autocratização e, mesmo assim, não é possível prever a sua realização. As eleições serão usadas para reverter a autocratização ou não".
Na visão do V-Dem, alguns fatores contribuíram significativamente para para que o Brasil desse uma guinada democrática: o combate à desinformação, aliança de oposição pró-democracia (frente ampla), independência judicial, gerenciamento eleitoral resiliente, apoio diplomático, eleições livres e justas. No período pós-eleitoral destacam-se: aprovação internacional rápida, apoio institucional, militares permaneceram nos quarteis e a transição de poder foi garantida.

Veja em detalhes cada contribuição na matéria completa, aqui.

sábado, 2 de março de 2024

"PIB dos municípios mostra que economia do país continuou a se desconcentrar em 2021", diz IBGE

Com alta de 0,5 ponto percentual, Maricá (RJ) teve o maior ganho de participação no PIB nacional em 2021 - Foto: Prefeitura de Maricá

Dados divulgados em 15-jan pelo IBGE mostram que, entre 2020 e 2021, os cinco municípios com os maiores ganhos de participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil foram Maricá (RJ), com crescimento de 0,5 ponto percentual; Saquarema (RJ), +0,3 ponto percentual; Niterói (RJ), com +0,2 ponto percentual; São Sebastião (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ), ambos com +0,1 ponto percentual. Na lista dos 25 municípios com maior participação no PIB, as novidades foram as entradas de Maricá (RJ) e Itajaí (SC), e as saídas de Sorocaba (SP) e Uberlândia (MG).

Já as cinco quedas de participação mais intensas foram de São Paulo (SP), com perda de participação de 0,6 ponto percentual; Rio de Janeiro (RJ), -0,4 ponto percentual; Brasília (DF), -0,3 ponto percentual; Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS), ambos com -0,1 ponto percentual.

Os resultados expressam uma recuperação econômica das capitais e outras agregações com maior participação no PIB brasileiro que, por terem como atividade principal os serviços presenciais, foram fortemente afetadas pela pandemia de COVID-19. No entanto, apesar do aumento nominal desse grupo de municípios em 2021, a participação deles no PIB ainda está aquém do patamar de 2019”, explica Luiz Antonio de Sá, analista de Contas Regionais do IBGE.

O bom desempenho de Maricá (RJ) se deve à extração de petróleo e gás. Já os cinco municípios que diminuíram sua participação foram influenciados pelos Serviços, sobretudo as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados em São Paulo e Porto Alegre, Administração pública em Brasília e Belo Horizonte, e Atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços relacionados no Rio de Janeiro”, destaca Luiz Antonio.

Em 2021, 11 municípios responderam por quase 25% do PIB nacional e 16,6% da população brasileira, enquanto as 87 cidades com os maiores PIBs representavam, aproximadamente, 50% do PIB total e 36,7% da população do país. Em 2002, apenas quatro municípios somados representavam cerca de ¼ da economia nacional.

Os municípios que responderam por cerca de ¼ do PIB em 2021 foram: São Paulo (SP), com 9,2%; Rio de Janeiro (RJ), 4,0%; Brasília (DF), 3,2%; Belo Horizonte (MG), 1,2%; Manaus (AM), 1,1%; Curitiba (PR), 1,1%; Osasco (SP), 1,0%; Maricá (RJ), 1,0%; Porto Alegre (RS), 0,9%; Guarulhos (SP), 0,9% e Fortaleza (CE), 0,8%.

Entre 2002 e 2021, Manaus (AM) subiu da sétima posição para a quinta; Curitiba (PR), passou da quinta para a sexta; Osasco (SP), da 16ª para a sétima; Maricá (RJ), da 354ª para a oitava; enquanto Porto Alegre (RS) passou da sexta para a nona; Guarulhos (SP), da 14ª para a décima e Fortaleza (CE), da 12ª para a 11ª.

Desconcentração econômica intensificada em 2020 se mantém

A tendência histórica de redução relativa da importância econômica dos grandes centros urbanos continuou em 2021. As duas maiores concentrações urbanas do Brasil somaram 23,2% de participação no PIB, após totalizarem 23,6% em 2020. São Paulo/SP passou a responder por 15,4% do PIB brasileiro, contra 16,2% em 2020. Tal resultado foi o recuo mais expressivo dentre todas as concentrações urbanas. O Rio de Janeiro/RJ, porém, aumentou sua participação, passando de 7,4% para 7,8% do PIB brasileiro em 2021. Esse foi o maior avanço verificado dentre as concentrações urbanas que expandiram sua participação no PIB de 2020 para 2021.

Dentre as 185 concentrações urbanas existentes no país em 2021, 132 perderam e 53 aumentaram sua participação no PIB nacional, confirmando a tendência de desconcentração. As grandes concentrações urbanas foram as que tiveram as maiores perdas. Entre as 53 que ganharam peso, somente 6 eram consideradas grandes concentrações urbanas (de um total de 26). Dentre as médias concentrações urbanas, o resultado também foi de redução, porém menos acentuada. Somente 47 médias concentrações urbanas ganharam participação em 2021 (de um total de 159).

[...]


Administração pública e Demais serviços predominam no país

Em relação ao perfil econômico dos municípios, a principal atividade em 43,2% (2.409 municípios) deles foi Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social. Em Amazonas, Roraima, Amapá e Paraíba esse percentual ultrapassou 90,0%. O Paraná, no entanto, teve só 6,3% de seus municípios com essa característica.

Dos 358 municípios cuja atividade principal, em 2021, foi Indústrias de transformação, 293 estavam nas Regiões Sudeste e Sul, o que equivale a 81,8%. Mato Grosso obteve o maior percentual de cidades em que a Agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita figurou como a atividade de maior destaque (56,0%), seguido por Mato Grosso do Sul (53,2%) e Rio Grande do Sul (48,9%).

Excluindo dessa análise a Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, a atividade Demais serviços se destacou em 3 075 municípios, seguida pela Agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita, principal atividade em 1 272 municipalidades. Ante 2020, houve crescimento expressivo no número de cidades com Agricultura como atividade principal, de 1 049 em 2020 para 1 272 em 2021, o que está relacionado ao aumento de preços de alguns dos produtos agrícolas mais relevantes na economia nacional em 2021.

domingo, 11 de fevereiro de 2024

QUANTAS MULHERES OCUPAM CADEIRA NA CÂMARA MUNICIPAL DA SUA CIDADE?


Com essa pergunta introduzo uma entrevista super importante, divulgada pelo Ministério Público Federal nas suas redes sociais.

O tema é fundamental!

A violência contra a mulher está presente em toda a sociedade e em diferentes esferas sociais, desde o ambiente político até o próprio lar. Mesmo assim, muitas pessoas têm a percepção de que esse tipo de comportamento é algo distante da sua realidade, fora de seu ciclo de convívio. O último episódio do videocast “Vozes” pode modificar esse pensamento ao mostrar que essas agressões acontecem mais perto do que se imagina.

Vivemos um momento de campanhas municipais, para eleger membros do Executivo e do Legislativo municipal. Por isso mesmo, gostaria de perguntar: Quantas mulheres ocupam/ocuparam cadeira na Câmara Municipal de sua cidade?

Por outro lado, analogamente, pergunto: Quantas mulheres ocuparam o posto de prefeita e/ou vice-prefeita da sua cidade?

Na minha terra natal, Miracema, poucas foram as mulheres que ocuparam cadeira na Câmara de Vereadores, pouquíssimas. Mesmo tendo sido as mulheres - em período em que não exerciam a cidadania (não votavam) ou poderiam se eleger - super importantes na luta pela emancipação do distrito de Santo Antônio de Pádua.

Hoje é uma Câmara com 11 cadeiras e todas ocupadas por homens. Valeu à pena?

A única mulher que sentou na cadeira de prefeita foi a saudosa sra. Cibele Caldas Câmara Castro, que interinamente ocupou a vaga, rapidamente, não por ter sido eleita.

Assim, é chegada a hora de mudarmos as câmaras machistas. De elegermos mulheres para nos representar na política. Precisamos também unir os cidadãos para participarem da vida e do processo decisório das cidades. 

Valorizem os espaços públicos como os conselhos de gestão de políticas públicas da sua cidade. Cobrem transparência e participem das reuniões e ações.

Esperamos que o MP-RJ também esteja atento!

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