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domingo, 21 de junho de 2026

Relatório INDEL / NUPERJ

 


Acesse o relatório completo aqui. Enviado pelo Prof. Alcimar Chagas / UENF

A DOR DA MORTE


 
A Dor da Morte


É a dor que machuca sem sangrar
Dói na alma e fere o peito
Não tem palavra que dê jeito
O remédio é chorar

É o fim de todo sujeito
Preparar-se é bem difícil
Esperá-la é precipício
Escapar não diz respeito

Na saúde ou na doença
Seja moço, ou na velhice
Quando chega a sentença
Não adianta crendice

Ela vem sem portador
Destroçando o coração
E no peito aquela dor
Só nos resta a oração

Morte, morrida ou matada
Por que te fizeram assim? Com
aceitação, ou vingada 
Por que atingistes a mim?

Morte traiçoeira e malvada
Por que não se afastas de mim?
Já levou quem tanto amava 
Preciso sofrer assim?

Morte traiçoeira e malvada
Traga de volta pra mim
A vida que me faltava
Antes que seja o meu fim

Morte e vida Severina
Rainha das catedrais
Quem te fez com essa sina
Não te viu nos hospitais

Vida, nascida e vivida
Princesa dos batistérios
Morte, matada e morrida
Rainha dos necrotérios

Ó malvada morte!
Preserve o meu amor
Numa penumbra de sorte
Leve-me, sem tanta dor

Teomar Almeida

Esse poema é de autoria do juiz que condenou um pai por violência doméstica, por ter matado a mulher na frente de seus 3 filhos menores. A poesia foi feita pra os filhos e consta da sentença. Mais informações no Site "Migalhas": https://www.migalhas.com.br/quentes/458585/juiz-condena-reu-por-homicidio-e-escreve-poema-para-filhos-da-vitima

quarta-feira, 17 de junho de 2026

VAMOS FALAR DE DEMOCRACIA. POSSO TE FALAR?

Ao invés de dizer, vou aproveitar um texto que atende bem ao que preciso fazer chegar aos agentes públicos, aqueles que são eleitos só por 4 anos... E que acham que podem tudo... Entram e repetem o que o anterior, que tanto era criticado, fazia. 


Fica a dica!
 

MIRACEMA: NOVÍSSIMAS

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) deu parecer favorável ao recurso apresentado pelos candidatos derrotados a prefeito e vice de Miracema em 2024, respectivamente Charles Magalhães (PP) e Fernando Aquino (União). Com a decisão, tomada por unanimidade na sessão da Corte desta terça-feira (16), os dois políticos voltam a ficar elegíveis podendo disputar eleições. Leia mais aqui.

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Entra governo e sai governo, parece que algumas coisas nunca mudam, inclusive o abuso do poder público em restringir o acesso do cidadão à página institucional. Fica a dica! O prefeito anterior, o pior que já passou pela Prefeitura de Miracema, tinha essa mania de tentar calar o cidadão... Espero que uma gestora faça diferente! 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

"Filhos do Bolsa Família: Uma análise da última década do programa", pesquisa da FGV e MDS


Desde sua criação, em 2003, o Bolsa Família convive com críticas sobre seus possíveis efeitos. Entre as mais recorrentes estão as ideias de que o programa desestimularia o trabalho, criaria dependência do Estado e incentivaria o aumento do número de filhos.

Grande parte dessas críticas perdeu força diante dos resultados observados ao longo de duas décadas de existência do programa. As pesquisas não apenas deixaram de confirmar os efeitos negativos previstos por seus críticos, como também identificaram avanços importantes em áreas como educação, saúde e redução da desigualdade.

Esses resultados ajudaram a deslocar o foco do debate, que passou do questionamento sobre a transferência de renda para a discussão sobre como aperfeiçoar uma das principais políticas de combate à pobreza do país.


quarta-feira, 10 de junho de 2026

LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO COMPLETOU 15 ANOS E A PARTICIPAÇÃO SOCIAL DEVE AVANÇAR


Passados 15 anos da Lei de Acesso à Informação, a situação desenhada permanece pouco modificada. A grande maioria dos cidadãos não exerce o direito, porque é silenciada, ou porque desconhece o direito.

A transparência municipal não é opcional no Brasil. A Lei de Acesso à Informação (LAI – Lei nº 12.527/2011) obriga prefeituras acima de 10 mil habitantes a publicarem dados específicos no Portal da Transparência. O descumprimento gera sanções que incluem bloqueio de repasses federais.

Gestores municipais enfrentam fiscalização direta dos Tribunais de Contas. No entanto, o controle social, por meio dos cidadãos é importante, conta com o apoio dos Ministérios Públicos estaduais. 

A falta de transparência adequada compromete transferências voluntárias da União, prejudica captação de recursos e expõe administradores a responsabilização. Os dados não podem ser publicados de qualquer forma: precisam estar atualizados, acessíveis e em formatos abertos.

O artigo 8º da LAI lista conteúdo mínimo obrigatório. Estrutura organizacional da prefeitura precisa estar detalhada: órgãos, secretarias, competências, horários de atendimento e contatos.

Repasses de recursos de qualquer origem devem ser publicados. Transferências da União, do estado e receitas próprias aparecem discriminadas. Cidadão precisa localizar facilmente quanto entrou nos cofres municipais e de onde veio.

Despesas realizadas exigem detalhamento completo: fornecedor, valor, nota de empenho, data de pagamento e finalidade. Não basta publicar totalizadores: cada gasto individual deve ser rastreável.

Licitações e contratos têm prazo específico: publicação em até 5 dias úteis após formalização. Portais devem disponibilizar editais, propostas vencedoras, termos contratuais e aditivos. O local precisa ser intuitivo, sem obrigar cidadão a navegar por dezenas de páginas.

Folha de pagamento de servidores atualiza-se mensalmente. Informações incluem nome, cargo, lotação e remuneração detalhada: salário base, gratificações, adicionais e descontos. Decisão do STF confirmou constitucionalidade dessa publicação.

Programas e projetos governamentais aparecem descritos com metas, prazos e resultados. Obras públicas têm acompanhamento: localização, empresa contratada, valor investido e percentual executado.

Fica esse pequeno registro, que pode alertar os cidadãos sobre o importante papel do controle social. Fique de olho! 

Texto construído com informações da Associação dos Auditores Fiscais de Ribeirão Preto/SP e outras fontes.

terça-feira, 9 de junho de 2026

MIRACEMA: VEREADORES DENUNCIAM FALTA DE COMBUSTÍVEL E NÃO FUNCIONAMENTO DE EQUIPAMENTOS PÚBLICOS

 

Apesar da má qualidade do vídeo, imagem turva e som a desejar, convido a todos a acompanharem essa sessão da Câmara de Vereadores de Miracema, ocorrida ontem, dia 08, para que possam ter noção das denúncias feitas pelos vereadores em relação à falta de combústivel e outros problemas que atrapalham o bom desenvolvimento de atividades que dependem de carros, ônibus e maquinário. Envolve vários setóres de serviços públicos. 

Há destaque importante nos transportes do setor de saúde para capital e outras cidades da região. Maquinário da secretaria de Agricultura e outros.

Alguns comentários colocal em jogo a forma como foi feita a licitação de serviços, etc. As regras recentemente sofreram mudanças e tudo isso está em jogo. A princípio, está ai a denúncia, com os exageros e amenidades devidos.

Invocaram até Carlinhos de Jesus, inapropriadamente, que certamente se referiu à bela aparência que a Princesinha do Noroeste tem.... hehehe

NORTE FLUMINENSE: REUNIÃO NA UENF ENCAMINHA CONVÊNIO ENTRE A UNIVERSIDADE E O CIDENNF

Campos dos Goytacazes, terça-feira, 09 de julho de 2019 – nº 3.913

A UENF recebeu na manha desta terça-feira, 09/07/19, integrantes do Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (CIDENNF). Na ocasião, foi discutida a aproximação da UENF com os produtores rurais e assinatura de um convênio entre a Universidade e o Consórcio com a finalidade de levar e aplicar o conhecimento produzido no Campus aos pequenos e médios produtores.

Além do reitor da UENF, Luis Passoni, estiveram presentes os representantes do CIDENNF, Ézio Tavares e Edson Faes, os professores da UENF Francimar Fernandes (LMPA/CCTA), Karoll Andrea Torres e Manuel Vasquez (LZO/CCTA); o diretor do Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA) da UENF, Frederico Straggiotti, e o chefe de gabinete da Reitoria, Rogério Castro.

O reitor da UENF, Luis Passoni, falou sobre a reunião. Para ele, a Universidade deve prezar pelo diálogo. “A gente precisa ter uma maneira de promover essa aproximação, para que os produtores conheçam o que a gente faz e para que a gente conheça as necessidades deles. É nesse sentido que precisamos aprofundar esse nosso diálogo, da academia com o setor privado”, disse.

Como resultado da reunião, ficou acordada a participação da UENF na 27ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Cardoso Moreira. No dia 19/07, dois professores da UENF vão palestrar no Seminário de Desenvolvimento Regional de Agronegócio. O professor Francimar Fernandes vai falar sobre segurança alimentar na produção de leite com qualidade, enquanto o professor Juan Carlos Palomino falará sobre a produção de galinha caipira, capacitação e assistência técnica aos produtores. A UENF também estará presente na Exposição com professores e técnicos, que vão auxiliar os produtores rurais tirando dúvidas.

A parceria entre UENF e CIDENNF também vai resultar na assinatura de um convênio, objetivando levar o conhecimento produzido na Universidade aos produtores rurais de pequeno e médio porte, afim de atender às necessidades e carências dos produtores.

Gabriel Torres – estagiário de Jornalismo.

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Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)

NORTE FLUMINENSE: Litoral tem 25% da zona costeira em situação instável, diz estudo da UFF

 

Um projeto inédito da Universidade Federal Fluminense (UFF) analisou quatro décadas de degradação do solo na zona costeira do estado do Rio de Janeiro e identificou áreas críticas de erosão, desmatamento e expansão urbana acelerada em diferentes regiões.

O trecho mais crítico é a faixa que se estende entre os municípios de Búzios e São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense. A pesquisa constatou que mais de 25% das terras da região são classificadas como instáveis por causa do desmatamento associado à pecuária e ao cultivo de café.

Dos 2.460,85 quilômetros quadrados (km²) degradados da área, 1.916 km² correspondem a zonas instáveis consideradas de alta prioridade para recuperação ambiental.

O Inventário da Degradação do Solo na Zona Costeira do Rio de Janeiro avaliou cerca de 22 mil km² entre 1984 e 2024, a partir de imagens de satélite, sensoriamento remoto e sistemas de informação geográfica.

As análises abrangeram municípios entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, além de Cachoeiras de Macacu, Maricá e cidades da Costa Verde, como Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty.


Riscos

Segundo Mohammad Al Abed, professor visitante da UFF e autor da pesquisa, a degradação em encostas íngremes aumenta os riscos de deslizamentos e agrava o escoamento superficial da água da chuva.

Na região entre Maricá e Búzios, o avanço da degradação foi relacionado à expansão agrícola e ao crescimento urbano acelerado.

Já na Costa Verde, incluindo Angra dos Reis e Paraty, os pesquisadores observaram erosão em sulcos próximos de áreas urbanas e instabilidade do solo impulsionadas pelo turismo e pela abertura de estradas. O levantamento mostra que a urbanização da Costa Verde cresceu 254% ao longo dos 40 anos analisados.

“Isso coloca em risco as comunidades em municípios como Angra dos Reis, onde mais de 60% do município é suscetível a deslizamentos”, diz Mohammad Al Abed.

Em Maricá, 5,88% das áreas degradadas foram associadas aos incêndios e à substituição da vegetação nativa por pastagens. Segundo o estudo, os incêndios responderam por 26% da perda de cobertura arbórea registrada no município entre 2001 e 2023.

A pesquisa alerta que a degradação do solo também ameaça infraestruturas como estradas, dutos e moradias, além de aumentar os custos públicos relacionados à resposta a desastres naturais.

O relatório destaca ainda que chuvas intensas e prolongadas tornam os solos mais suscetíveis à erosão, especialmente quando a vegetação é removida.

Manguezais e restingas, que funcionam como barreiras naturais contra tempestades e avanço do mar, também vêm sofrendo perdas importantes. Segundo o estudo, a Costa Verde perdeu 16,3% das áreas de restinga e 47,8% das áreas úmidas ao longo do período analisado.

Por Rafael Cardoso, repórter da Agência Brasil

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