Às vésperas da festa de Momo, em Miracema, com muita alegria os foliões aguardam o retorno da festa para a principal avenida da cidade, a Rua Direita, no Centro Histórico da cidade, de onde nunca deveria ter saído. Muitas programações e anúncios chamam os cidadãos para festa. Apesar da chuva estar presente e com previsão de permanência.
Na cidade barrancos caem, estradas são interrompidas, árvores caem e muito trabalho é dado para a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, bem como para secretarias.
Num correr de olhos pelo noticiário, passei por páginas recém criadas de notícias que dão conta de que o Legislativo teve saldo positivo em suas contas de pouco mais de R$ 6mil. Aquela cultura de retornar recursos ao Executivo, que o Legislativo vinha praticando, este ano que passou fugiu à regra. Havia devolução quando o saldo era positivo e elevado, beirando à casa de milhão ou meio.
É uma pena, porque como bem aponta desde o início do mandato o presidente da Casa Legislativa, o município está sem recursos financeiros e ele se mostra preocupado com os gastos do Executivo... Vai entender!
O fato é que com as águas rolando, cidades vizinhas suspenderam o carnaval - Pádua e Porciúncula - e acreditamos que a festa mais popular do planeta não seja interrompida em Miracema, que com as chuvas poderá estar prejudicada, até mesmo na inibição dos visitantes receosos de enfrentarem as estradas.
O Legislativo autorizou décimo terceiro para os edis, vale alimentação de mais de R$ 1200, enfim... o já elevado número de cadeiras, com elevado pagamento, numa função política, que permite o acúmulo com um emprego formal... Sinceramente, é preciso reformular o Legislativo miracemense. Ser vereador é uma missão séria, de compromisso com o interesse público. Hoje, o excessivo número de 11 vereadores, mostra apenas que é uma forma de obter um "emprego" e não um mandato... Os resultados são pífios!
Que a cidade se reerga, com o poder público unido, em prol da coletividade! E que o carnaval traga bons ânimos e boa linguagem comunicacional entre os poderes... Linguagem violenta não é mais tolerável!




