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segunda-feira, 13 de julho de 2026

B JESUS DO ITABAPOANA: "Aluna da rede estadual lança primeiro livro aos 17 anos'

Matéria de Quintino Gomes Freire, do Diário do Rio, dá conta de que aluna do Colégio Estadual Marcílio Dias em Bom Jesus do Itabapoana lançou aos 17 anos o romance O Que Me Leva Até Você publicado em março de 2026.

A estudante Lavynia Silvestre, de 17 anos, lançou seu primeiro livro publicado oficialmente. Aluna da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Marcílio Dias, em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense, ela transformou o hábito de criar histórias no romance “O Que Me Leva Até Você”.

A obra foi publicada em março de 2026 pela plataforma UICLAP. O livro acompanha Margot Van’shein e Dante, dois jovens de realidades diferentes que desenvolvem uma relação marcada por conflitos, medos e descobertas.

A narrativa aborda temas como amor, amadurecimento e superação. Embora seja seu primeiro lançamento oficial, Lavynia conta que a escrita já fazia parte de sua rotina havia anos. “Não foi exatamente minha primeira experiência literária, porque eu já escrevia histórias antes, mas foi o primeiro livro que consegui lançar oficialmente. A escrita sempre fez parte da minha vida, então esse lançamento acabou sendo um passo muito importante para mim”, contou.


Apoio da escola ajudou no lançamento

A estudante afirma que encontrou apoio dentro da escola para seguir com o projeto. Professores compraram exemplares e ajudaram na divulgação do livro. “A escola teve um papel importante porque foi um ambiente onde eu desenvolvi muito minha criatividade e minha escrita. Alguns professores me incentivaram bastante quando eu dei a notícia, comprando o livro e divulgando. E isso faz uma diferença enorme quando a gente está começando”, destacou.

A jovem conciliou as aulas, as provas e os trabalhos escolares com o processo de escrita e publicação. Segundo ela, ver o livro pronto mudou a forma como enxergava um projeto que antes parecia distante. “É uma sensação muito surreal, porque durante muito tempo isso parecia algo distante. Então eu me sinto muito feliz e realizada por ter conseguido transformar uma ideia minha em algo real, algo que outras pessoas podem ler e sentir”, afirmou.

Para outros estudantes que também pensam em escrever, Lavynia recomenda que o medo e a insegurança não impeçam o início de um projeto. “Não esperem se sentir prontos para começar. Se você ama escrever, comece mesmo com medo, insegurança e dúvidas. Porque, às vezes, aquele projeto que parece pequeno pode virar algo muito maior do que você imagina”, disse.

MIRACEMA: ARTIGO CIENTÍFICO ABORDA A OBRA DA ESCRITORA MARIA ALICE BARROSO

 

Não só para quem se interessa pela literatura regional, pela história do noroeste fluminense, de Miracema, pela escritora Maria Alice Barroso e sua mas obra, o artigo científico "MARIA ALICE BARROSO: UMA AUTORA FLUMINENSE E O DESTAQUE PARA PERSONAGENS FEMININAS EM TRÊS ROMANCES DO “CICLO PARADA DE DEUS”, da Revista Philologus, traz um tema super importante, com uma abordagem interessante. 

"O universo trazido por Maria Alice Barroso em seu ciclo regionalista é povoado por mulheres de diferentes comportamentos e visões da vida e vão desde donas de casa recatadas a mulheres à frente do seu tempo passando pela vida das prostitutas e esposas de coronéis. A própria autora, por entrar nesse universo regionalista, inspirada pelas histórias de sua cidade natal, sofreu perseguições pelas coincidências de alguns fatos narrados com as histórias de coronéis e capitães de ―Parada de Deus".

Assim é que o artigo traz por escopo "mostrar muito além dos perfis femininos da obra de uma autora feminina, ele acaba por destacar os modelos femininos do tempo da escrita da autora, também mulher, num universo dominado por homens. Essa pes-quisa procura voltar os olhos para autoras como Maria Alice Barroso, que discute a-través de suas narrativas, a liberdade que o seu próprio lugar de fala como mulher-escritora a coloca".

domingo, 5 de julho de 2026

Ampliação da captação do Paraíba do Sul em São Paulo reforça alerta ambiental em São João da Barra

Medida considerada “excepcional e temporária” retoma preocupações sobre a vazão do Paraíba do Sul e seus impactos na foz

Jornalista Leonardo Pedrosa, do J3News, informou que a autorização para que Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) amplie a captação de água do Rio Paraíba do Sul voltou a acender um sinal de alerta no Norte Fluminense. Embora a medida tenha sido classificada como “excepcional e temporária” pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA), especialistas e gestores locais chamam atenção para os efeitos acumulados da redução da vazão do rio, especialmente na foz, em Atafona, distrito de São João da Barra.

Wellington Abreu é analista e pesquisador

A decisão permite que São Paulo retire mais água da bacia para reforçar o Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de cerca de 10 milhões de pessoas. Segundo os órgãos gestores, o sistema opera abaixo do esperado para o período de estiagem, o que motivou a autorização até 31 de dezembro de 2026.

De acordo com o INEA, a ampliação não compromete o abastecimento fluminense e prevê regras de segurança, como limites mínimos de vazão em Santa Cecília e monitoramento contínuo do sistema. Ainda assim, no fim da bacia, a preocupação é outra.

No Norte Fluminense, pesquisadores explicam que o Paraíba do Sul já chega historicamente mais fraco à foz, após décadas de barragens, transposições, retirada de água, estiagens e pressões climáticas. Com menos força, o rio transporta menos sedimentos: areia e material essencial para recompor naturalmente a praia.

Menos vazão, menos sedimento e mais erosão em Atafona

Estudos da Universidade Federal Fluminense (UFF) indicam que a vazão do Paraíba do Sul sofreu redução próxima de 30% ao longo das últimas décadas. Esse enfraquecimento estaria diretamente ligado ao avanço do mar em Atafona, um dos casos mais emblemáticos de erosão costeira do país.

Quando o rio perde capacidade de empurrar sedimentos para o oceano, o equilíbrio se rompe: o mar continua retirando areia, mas o rio já não consegue repor. O resultado é o recuo da linha de costa, a destruição de casas, ruas e equipamentos públicos, além do avanço da salinização.

A baixa vazão também traz outros impactos. Comunidades relatam dificuldade de captação de água, prejuízos à pesca, alteração de manguezais e maior entrada de água salgada no estuário, especialmente em períodos de seca prolongada.

Para Wellington Abreu, superintendente de Petróleo, Gás e Tecnologia de São João da Barra, mesmo autorizações temporárias precisam ser analisadas com cautela. “Menos água coloca em risco a captação daqui, prejudica a pesca e, somada à retirada de areia e às mudanças climáticas, só aumenta os danos ambientais para a região toda”, afirma.

Abreu defende que o problema vai além da nova autorização. “O Rio Paraíba do Sul merecia mais respeito e um projeto sério de recuperação: reflorestamento das encostas, monitoramento das nascentes e fiscalização dos despejos e areais. Esse descaso vem de décadas, e Atafona sente hoje o resultado disso”, diz.

Ele lembra que a erosão não é apenas um fenômeno do mar. “Atafona não é apenas vítima do avanço do mar, é também o retrato de um rio que chega cada vez mais fraco ao oceano”, resume.

Especialistas reforçam que a segurança hídrica não pode ser pensada de forma isolada. O Paraíba do Sul abastece milhões de pessoas em três estados, sustenta a agricultura, a pesca, a indústria e deságua em uma área ambientalmente frágil.

Por isso, defendem acompanhamento rigoroso e maiores estudos sobre os impactos da captação adicional, considerando todo o sistema da bacia.
O DEBATE ENVOLVENDO O USO E CAPTAÇÃO DE ÁGUA DO RIO PARAÍBA DO SUL PELO ESTADO DE SÃO PAULO É ANTIGO

SOBRE A TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA DO SUL


quinta-feira, 2 de julho de 2026

MEC apresenta Cadernos Brasileiros de Educação Popular


O Ministério da Educação (MEC) promoverá, no dia 1º de julho, o webinário “Educação Popular e Democracia”. O encontro marca o lançamento da primeira edição dos Cadernos Brasileiros de Educação Popular (CBEP), ampliando o alcance de vozes e conhecimentos científicos, produzidos no âmbito da luta popular, bem como de saberes ancestrais como base da democracia. A atividade será transmitida pelo canal Pensar a Educação no YouTube, às 17h.

Os cadernos foram desenvolvidos pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), em parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e o programa Pensar a Educação. O periódico busca conferir visibilidade e protagonismo à pluralidade de fazeres, saberes e linguagens de povos indígenas, comunidades quilombolas, populações LGBTQIAPN+, pessoas do campo e das periferias, entre outros grupos historicamente comprometidos com a construção da educação popular.

A realização do webinário integra o propósito de divulgar e valorizar os conhecimentos científicos, artístico-culturais e pedagógicos construídos em diferentes experiências da educação popular no Brasil, na América Latina e na África, fortalecendo territórios, práticas educativas e processos coletivos.

Além da apresentação e do debate com os convidados, a transmissão pretende fomentar o intercâmbio de experiências entre gestores, profissionais da educação e ativistas, de modo a fortalecer a cooperação e a articulação democrática entre os diferentes atores envolvidos nas políticas de diversidade e inclusão.

O encontro contará com a presença da secretária da Secadi, Zara Figueiredo; do editor-chefe dos CBEP, Luciano Mendes; da coordenadora da Comissão Articuladora da Educação Escolar Indígena da Região Sul (CAEEI-Sul), do Instituto Sãpe e do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI), Daniela Kaingang; do fundador da Zulu Nation Brasil e da primeira Casa do Hip-Hop no Brasil, King Nino Brown; e da diretora de Comunicação do Instituto Cultural Steve Biko e integrante da Comissão Nacional para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Cadara/MEC), Jucy Silva.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi




Foi hoje o evento, mas consta ainda no youtube.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

MIRACEMA: ANTES E DEPOIS - BAIRRO CENTRO REDENTOR

Fotografia publicada nas redes sociais de Josemar Azevedo.

 


A primeira é a foto antiga e sua representação atual do Google Earth. Crédito da postagem da fotografia atual: José Anderson Caveari Albino.

LEIA TAMBÉM:

STF valida lei da Bahia que pune fake news sobre pandemias



O Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria, julgar improcedente uma ação movida pelo Partido Liberal (PL) e manteve em vigor a Lei 14.268/2020, da Bahia, que estabelece sanções administrativas para quem divulgar informações falsas sobre epidemias, endemias e pandemias. A norma foi editada durante a pandemia de Covid-19 e prevê multas para a disseminação de notícias falsas por meios impressos, televisivos, de radiodifusão ou eletrônicos.

O julgamento foi iniciado com o voto do relator, ministro Nunes Marques, pela inconstitucionalidade da lei. Seu entendimento foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli e André Mendonça.

A divergência foi aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, que considerou a norma compatível com a Constituição. A posição divergente prevaleceu, sendo seguida pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes.

No centro da controvérsia estava a definição sobre se a Bahia teria invadido competência privativa da União ao editar uma lei que impõe sanções relacionadas à divulgação de informações por meios de comunicação, além da discussão sobre eventual violação à liberdade de expressão.


Consultor Jurídico

terça-feira, 30 de junho de 2026

MIRACEMA: COMUNICADO DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA VILA JOSÉ DE CARVALHO

 

Ricardo Couto sanciona lei da Alerj que prevê repasses de R$ 1,75 milhão para 26 cidades do Estado: 5 cidades do noroeste incluídas

O governador interino do Rio, desembargador Ricardo Couto, sancionou, na última sexta-feira, 26, a lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que destina 45,5 milhões de reais do Fundo Especial da Casa para 26 cidades em situação de calamidade pública.

O repasse prevê 1,75 milhão de reais para cada um dos 26 municípios fluminenses investirem em ações emergenciais em áreas de assistência social, saúde e recuperação de infraestrutura urbana e rural afetas pelas fortes chuvas do início desse ano.

Na lista das cidades beneficiadas pela matéria de autoria do presidente e vice da Alerj, respectivamente os deputados estaduais, Douglas Ruas (PL) e Guilherme Delaroli (PL), estão Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e Casimiro de Abreu, na Região dos Lagos. Além deles, constam na lista os municípios de Aperibé, Bom Jardim, Cambuci, Magé, Mesquita, Nova Iguaçu, Paraíba do Sul, Rio Bonito, Rio Claro, São José de Ubá, Varre-Sai, Cachoeiras de Macacu, Italva, São Fidélis, Japeri, Cardoso Moreira, Pinheiral, Resende, Vassouras, Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Santa Maria Madalena e Volta Redonda.

De acordo com a Alerj, os municípios que receberão o repasse tiveram a situação de emergência ou estado de calamidade pública, em razão das chuvas, homologados pelo Governo do Estado e publicados no Diário Oficial.

A iniciativa se soma à outra lei semelhante (Lei 11.166/26), de autoria original de Guilherme Delaroli com a coautoria aberta aos demais parlamentares, que já garantiu o envio de quase 30 milhões de reais a outras 17 cidades.

Da Redação do Clique Diário

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Petrópolis recebe três certificações no ICMS Ecológico 2025 e reforça compromisso com a sustentabilidade

O município de Petrópolis foi reconhecido com três importantes certificações no ICMS Ecológico – Ciclo 2025 (ano fiscal 2026), concedidas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Os resultados destacam o avanço das políticas públicas ambientais implementadas no município, consolidando Petrópolis como referência em gestão sustentável.

Entre as conquistas, o município recebeu o certificado de habilitação no ICMS Ecológico, reconhecimento que confirma o atendimento aos critérios estabelecidos pelo programa, que considera indicadores ambientais como conservação da biodiversidade, gestão de resíduos, educação ambiental e proteção dos recursos naturais.

Petrópolis também alcançou o 2º lugar no Índice de Remediação de Vazadouros, indicador que avalia as ações voltadas à recuperação de áreas degradadas por descarte irregular de resíduos. O resultado demonstra o empenho do município em promover soluções ambientalmente responsáveis, reduzindo impactos e garantindo a destinação adequada dos resíduos sólidos.

Outro destaque foi a certificação de Destaque Anual do ICMS Ecológico, concedida pelo desempenho na implementação do Programa Municipal de Educação Ambiental. A iniciativa fortalece a conscientização da população e contribui para a formação de uma cultura de preservação ambiental, envolvendo diferentes setores da sociedade.

O ICMS Ecológico é um mecanismo que incentiva os municípios a investirem em ações ambientais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e para a preservação dos recursos naturais, ao mesmo tempo em que amplia a participação das cidades na arrecadação do imposto estadual.

Ascom PMP

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