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terça-feira, 21 de julho de 2026

DEU NO G1: "Do calor extremo às chuvas intensas: o que o Super-El Niño pode provocar no Estado do Rio"

Ilustração
Características distintas farão com que cada região sinta os efeitos
 de uma forma

Matéria do G1, da autoria de Geraldo Ribeiro, informa que "nem todas as regiões do Estado do Rio de Janeiro vão enfrentar da mesma maneira os efeitos climáticos do chamado Super-El Niño. Umas vão ser mais castigadas pelo calor extremo, enquanto outras estarão entregues às chuvas intensas esperadas para o período".

A matéria dá conta de que nas regiões norte e noroeste do estado do Rio de Janeiro, por serem regiões economia rural, o cenário mais provável, segundo o meteorologista Fabio Hochleitner, pesquisador do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE) da Coppe UFRJ, é de agravamento dos problemas de aridez, fruto das temperaturas elevadas. Também está sujeito a ondas de calor, déficit hídrico e risco de queimadas.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

"Câmara libera mais de R$ 1 bilhão para desastres climáticos, combate a incêndios e redução do preço do gás"


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (15/07) seis medidas provisórias que liberam mais de R$ 1 bilhão em créditos extraordinários para ações emergenciais em diversas áreas. Os recursos serão destinados à defesa civil, recuperação de cidades atingidas por desastres climáticos, combate a incêndios florestais, apoio à agricultura familiar e medidas para reduzir o impacto do preço do gás de cozinha.

A maior parte dos recursos será usada para atender municípios e famílias afetados por enchentes, tempestades, tornados e outros eventos climáticos extremos registrados em diferentes regiões do país.

Entre os destaques está a liberação de R$ 285 milhões para ações de proteção e defesa civil, incluindo a reconstrução de pontes, estradas e outras estruturas danificadas. A expectativa é beneficiar cerca de 2,8 milhões de pessoas.

Outra medida aprovada destina R$ 337,5 milhões ao Ministério do Meio Ambiente para reforçar as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais e ampliar a fiscalização ambiental por meio do Ibama e do ICMBio.

Os deputados também aprovaram R$ 330 milhões para subsidiar a importação de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. Segundo o governo federal, o objetivo é reduzir os impactos da alta dos preços provocada pelo cenário internacional e evitar novos aumentos para os consumidores.

Além disso, foram liberados recursos para apoiar agricultores familiares no Paraná, ajudar famílias atingidas por desastres em Minas Gerais e financiar ações de segurança alimentar em Pernambuco e na Paraíba.

As medidas agora seguem para análise do Senado Federal.

Do ICL

domingo, 19 de julho de 2026

DEU NO JORNAL O DIA: PV DE CARA NOVA NO RJ

Deputado federal, Eduardo Bandeira de Mello deixou o PSB para se filiar ao PV em março deste ano

O peso do Partido Verde (PV) é considerado de médio a pequeno porte, dependendo da esfera. Ele não possui prefeitos eleitos nas principais cidades do estado do Rio de Janeiro e tem representação reduzida em casas legislativas de todo o país, atuando em federações partidárias — especificamente a Federação Brasil da Esperança, que engloba PV, PT e PCdoB. Até por isso ganha importância o giro do deputado federal Eduardo Bandeira de Mello (PV), que visitou 13 municípios do Norte e Noroeste Fluminense com o objetivo de fortalecer a legenda. Ele esteve em Quissamã, Conceição de Macabu, Campos dos Goytacazes, São Fidélis, Italva, Cardoso Moreira, Itaperuna, Varre-Sai, Laje do Muriaé, Miracema, Cambuci, Itaocara e Aperibé.

Matéria de Sidney Rezende.

domingo, 5 de julho de 2026

Ampliação da captação do Paraíba do Sul em São Paulo reforça alerta ambiental em São João da Barra

Medida considerada “excepcional e temporária” retoma preocupações sobre a vazão do Paraíba do Sul e seus impactos na foz

Jornalista Leonardo Pedrosa, do J3News, informou que a autorização para que Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) amplie a captação de água do Rio Paraíba do Sul voltou a acender um sinal de alerta no Norte Fluminense. Embora a medida tenha sido classificada como “excepcional e temporária” pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA), especialistas e gestores locais chamam atenção para os efeitos acumulados da redução da vazão do rio, especialmente na foz, em Atafona, distrito de São João da Barra.

Wellington Abreu é analista e pesquisador

A decisão permite que São Paulo retire mais água da bacia para reforçar o Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de cerca de 10 milhões de pessoas. Segundo os órgãos gestores, o sistema opera abaixo do esperado para o período de estiagem, o que motivou a autorização até 31 de dezembro de 2026.

De acordo com o INEA, a ampliação não compromete o abastecimento fluminense e prevê regras de segurança, como limites mínimos de vazão em Santa Cecília e monitoramento contínuo do sistema. Ainda assim, no fim da bacia, a preocupação é outra.

No Norte Fluminense, pesquisadores explicam que o Paraíba do Sul já chega historicamente mais fraco à foz, após décadas de barragens, transposições, retirada de água, estiagens e pressões climáticas. Com menos força, o rio transporta menos sedimentos: areia e material essencial para recompor naturalmente a praia.

Menos vazão, menos sedimento e mais erosão em Atafona

Estudos da Universidade Federal Fluminense (UFF) indicam que a vazão do Paraíba do Sul sofreu redução próxima de 30% ao longo das últimas décadas. Esse enfraquecimento estaria diretamente ligado ao avanço do mar em Atafona, um dos casos mais emblemáticos de erosão costeira do país.

Quando o rio perde capacidade de empurrar sedimentos para o oceano, o equilíbrio se rompe: o mar continua retirando areia, mas o rio já não consegue repor. O resultado é o recuo da linha de costa, a destruição de casas, ruas e equipamentos públicos, além do avanço da salinização.

A baixa vazão também traz outros impactos. Comunidades relatam dificuldade de captação de água, prejuízos à pesca, alteração de manguezais e maior entrada de água salgada no estuário, especialmente em períodos de seca prolongada.

Para Wellington Abreu, superintendente de Petróleo, Gás e Tecnologia de São João da Barra, mesmo autorizações temporárias precisam ser analisadas com cautela. “Menos água coloca em risco a captação daqui, prejudica a pesca e, somada à retirada de areia e às mudanças climáticas, só aumenta os danos ambientais para a região toda”, afirma.

Abreu defende que o problema vai além da nova autorização. “O Rio Paraíba do Sul merecia mais respeito e um projeto sério de recuperação: reflorestamento das encostas, monitoramento das nascentes e fiscalização dos despejos e areais. Esse descaso vem de décadas, e Atafona sente hoje o resultado disso”, diz.

Ele lembra que a erosão não é apenas um fenômeno do mar. “Atafona não é apenas vítima do avanço do mar, é também o retrato de um rio que chega cada vez mais fraco ao oceano”, resume.

Especialistas reforçam que a segurança hídrica não pode ser pensada de forma isolada. O Paraíba do Sul abastece milhões de pessoas em três estados, sustenta a agricultura, a pesca, a indústria e deságua em uma área ambientalmente frágil.

Por isso, defendem acompanhamento rigoroso e maiores estudos sobre os impactos da captação adicional, considerando todo o sistema da bacia.
O DEBATE ENVOLVENDO O USO E CAPTAÇÃO DE ÁGUA DO RIO PARAÍBA DO SUL PELO ESTADO DE SÃO PAULO É ANTIGO

SOBRE A TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA DO SUL


terça-feira, 9 de junho de 2026

NORTE FLUMINENSE: REUNIÃO NA UENF ENCAMINHA CONVÊNIO ENTRE A UNIVERSIDADE E O CIDENNF

Campos dos Goytacazes, terça-feira, 09 de julho de 2019 – nº 3.913

A UENF recebeu na manha desta terça-feira, 09/07/19, integrantes do Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (CIDENNF). Na ocasião, foi discutida a aproximação da UENF com os produtores rurais e assinatura de um convênio entre a Universidade e o Consórcio com a finalidade de levar e aplicar o conhecimento produzido no Campus aos pequenos e médios produtores.

Além do reitor da UENF, Luis Passoni, estiveram presentes os representantes do CIDENNF, Ézio Tavares e Edson Faes, os professores da UENF Francimar Fernandes (LMPA/CCTA), Karoll Andrea Torres e Manuel Vasquez (LZO/CCTA); o diretor do Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA) da UENF, Frederico Straggiotti, e o chefe de gabinete da Reitoria, Rogério Castro.

O reitor da UENF, Luis Passoni, falou sobre a reunião. Para ele, a Universidade deve prezar pelo diálogo. “A gente precisa ter uma maneira de promover essa aproximação, para que os produtores conheçam o que a gente faz e para que a gente conheça as necessidades deles. É nesse sentido que precisamos aprofundar esse nosso diálogo, da academia com o setor privado”, disse.

Como resultado da reunião, ficou acordada a participação da UENF na 27ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Cardoso Moreira. No dia 19/07, dois professores da UENF vão palestrar no Seminário de Desenvolvimento Regional de Agronegócio. O professor Francimar Fernandes vai falar sobre segurança alimentar na produção de leite com qualidade, enquanto o professor Juan Carlos Palomino falará sobre a produção de galinha caipira, capacitação e assistência técnica aos produtores. A UENF também estará presente na Exposição com professores e técnicos, que vão auxiliar os produtores rurais tirando dúvidas.

A parceria entre UENF e CIDENNF também vai resultar na assinatura de um convênio, objetivando levar o conhecimento produzido na Universidade aos produtores rurais de pequeno e médio porte, afim de atender às necessidades e carências dos produtores.

Gabriel Torres – estagiário de Jornalismo.

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Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)

NORTE FLUMINENSE: Litoral tem 25% da zona costeira em situação instável, diz estudo da UFF

 

Um projeto inédito da Universidade Federal Fluminense (UFF) analisou quatro décadas de degradação do solo na zona costeira do estado do Rio de Janeiro e identificou áreas críticas de erosão, desmatamento e expansão urbana acelerada em diferentes regiões.

O trecho mais crítico é a faixa que se estende entre os municípios de Búzios e São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense. A pesquisa constatou que mais de 25% das terras da região são classificadas como instáveis por causa do desmatamento associado à pecuária e ao cultivo de café.

Dos 2.460,85 quilômetros quadrados (km²) degradados da área, 1.916 km² correspondem a zonas instáveis consideradas de alta prioridade para recuperação ambiental.

O Inventário da Degradação do Solo na Zona Costeira do Rio de Janeiro avaliou cerca de 22 mil km² entre 1984 e 2024, a partir de imagens de satélite, sensoriamento remoto e sistemas de informação geográfica.

As análises abrangeram municípios entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, além de Cachoeiras de Macacu, Maricá e cidades da Costa Verde, como Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty.


Riscos

Segundo Mohammad Al Abed, professor visitante da UFF e autor da pesquisa, a degradação em encostas íngremes aumenta os riscos de deslizamentos e agrava o escoamento superficial da água da chuva.

Na região entre Maricá e Búzios, o avanço da degradação foi relacionado à expansão agrícola e ao crescimento urbano acelerado.

Já na Costa Verde, incluindo Angra dos Reis e Paraty, os pesquisadores observaram erosão em sulcos próximos de áreas urbanas e instabilidade do solo impulsionadas pelo turismo e pela abertura de estradas. O levantamento mostra que a urbanização da Costa Verde cresceu 254% ao longo dos 40 anos analisados.

“Isso coloca em risco as comunidades em municípios como Angra dos Reis, onde mais de 60% do município é suscetível a deslizamentos”, diz Mohammad Al Abed.

Em Maricá, 5,88% das áreas degradadas foram associadas aos incêndios e à substituição da vegetação nativa por pastagens. Segundo o estudo, os incêndios responderam por 26% da perda de cobertura arbórea registrada no município entre 2001 e 2023.

A pesquisa alerta que a degradação do solo também ameaça infraestruturas como estradas, dutos e moradias, além de aumentar os custos públicos relacionados à resposta a desastres naturais.

O relatório destaca ainda que chuvas intensas e prolongadas tornam os solos mais suscetíveis à erosão, especialmente quando a vegetação é removida.

Manguezais e restingas, que funcionam como barreiras naturais contra tempestades e avanço do mar, também vêm sofrendo perdas importantes. Segundo o estudo, a Costa Verde perdeu 16,3% das áreas de restinga e 47,8% das áreas úmidas ao longo do período analisado.

Por Rafael Cardoso, repórter da Agência Brasil

quarta-feira, 3 de junho de 2026

1885: REGISTROS DO MOVIMENTO ABOLICIONISTA EM SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA

Miracema à essa época, fins do século XIX, era distrito de Santo Antônio de Pádua. Consideramos importante registrar essa notícia do jornal "A Sentinella : Orgão Liberal Consagrado aos interesses da Comarca de S. Fidelis (RJ) - 1885", edição 15, de 25-jul-1885, quinta-feira. Trata-se de libertação de escravizados pela Viscondessa de Figueira, onde cita o nome dos escravizados libertados, porém com a condição de prestarem serviços ainda por três anos, lamentavelmente. Segundo a coluna do jornal, as matérias são patrocinadas e publicadas mediante pagamento. Sob o título "Manumissões Condicionaes", p. 3, diz a matéria.



Na mesma página, consta ainda que estaria para visitar Santo Antônio de Pádua o Comendador Carlos de Lacerda, um jornalista e abolicionista de Campos dos Goytacazes, que iria realizar uma conferência sobre o tema abolicionismo. No entanto, o mesmo não compareceu. 


A biografia do comendador está no hiperlink sob seu nome. Vale conferir e conhecer essa história.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

NUPERJ/UENF lança podcast sobre ciclo econômico de São João da Barra


O Núcleo de Pesquisa Econômica do Estado do Rio de Janeiro (NUPERJ) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) lançou um podcast inspirado no livro “São João da Barra a partir do século XX”, do professor e pesquisador da UENF, economista Alcimar das Chagas Ribeiro.

A obra compartilha informações sobre o período pós primeiro ciclo portuário em São João da Barra (1740 a 1900) e apresenta o papel dos empreendedores locais e a chegada de grandes investimentos externos em petróleo e infraestrutura portuária.

À época do lançamento do livro, o autor afirmou em entrevista à ASCOM UENF que a principal mensagem que o livro pretende passar é que empreender continua a ser a alternativa fundamental em momento de crise econômica.

— Com a consistente estagnação econômica, em decorrência do fim do primeiro ciclo portuário que vai de 1740 a 1900, a ação empreendedora foi a alternativa encontrada pelo cidadão sanjoanense — disse Alcimar.

Clique aqui para mais informações sobre o livro “São João da Barra a partir do século XX”.

Jornalista: Wesley Machado / ASCOM UENF

sábado, 9 de maio de 2026

CAMPOS: BOLETIM ECONÔMICO NUPERJ ATUALIZADO EM ABRIL

 

O blogue recebeu do Prof. Alcimar das Chagas Ribeiro, Coordenador do Núcleo de Pesquisa Econômica dos Estado do Rio de Janeiro, responsável pela edição desse boletim, que retrata Boletim econômico NUPERJ atualizado em abril.

Acesso aqui.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

CONEFLU: "Futuro incerto ronda os municípios produtores da bacia petrolífera de Campos"


R
ecebi do economista e Professor da UENF, Alcimar Chagas, o texto abaixo sobre tema fundamental para as receitas públicas dos municípios produtores e vizinhos desses no norte e noroeste fluminense, a discussão dos royalties do petróleo. No texto a seguir, o Prof. Alcimar se refere aos municípios produtores, como é o caso da Bacia de Campos dos Goyatacazes, mas o mesmo é válido para os municípios vizinhos, que são atingidos pelas externalidades negativas da produção e explocaração e que também recebem parcos recursos referentes a royalties. O mau uso do recurso não justifica uma distribuição injusta. A conferir!

O STF julga a constitucionalidade da Lei 12.734/12 (alteração na distribuição das rendas petrolíferas) em 06 de maio próximo. A articulação dos municípios produtores traz o argumento de perda da capacidade de investimento em saúde educação, transporte, etc., caso ocorra a distribuição proposta na Lei.

Longe de ser contra ou a favor da mudança, quero lembrar que a produção da bacia de Campos evoluiu de 664 mil barris dia de petróleo equivalente em 1997 até o pico de 1.902 barris dia em 2009. Neste ponto a produção representava 81,91% na produção nacional.

A partir daí teve início o processo de declínio gradativo da curva, com a produção chegando a 756 mil barris dia em 2025, representando 15,4% da produção nacional. Veja que em três décadas de exploração a bacia se tornou madura e os investimentos migraram para a bacia de Santos.

Entretanto, a riqueza transferida para a região a título de compensação do recurso finito não possibilitou os investimentos em infraestrutura econômica e social com foco geracional. Hoje esses municípios apresentam uma grande estrutura de custeio, não tem capacidade de investimento e a infraestrutura em saneamento básico, moradia, saúde e educação é precária.

A conclusão é de que não entenderam a natureza do recurso e agora usam o argumento de que a população ficará sem educação, saúde e outros serviços, em caso de redistribuição dos recursos, os quais não eram para o fim destinado. Importante observar que o recurso é finito e suas rendas não podem ser utilizadas em despesas correntes!

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Relatório do PIB Municipal, com uma análise detalhada da dinâmica econômica dos municípios fluminenses

 

A Fundação CEPERJ apresenta o Relatório do PIB Municipal, com uma análise detalhada da dinâmica econômica dos municípios do estado do Rio de Janeiro.
O estudo traz informações sobre a geração de riqueza, a participação dos municípios no PIB estadual, o comportamento do PIB per capita e a distribuição das atividades econômicas, contribuindo para o acompanhamento do desenvolvimento regional e o apoio à formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

📘 Acesse o relatório completo:

Por Nathália Emygdia
Diretora na Fundação CEPERJ

NOTA DO BLOGUE

Como demonstra a tabela acima, o noroeste fluminense continua sendo a região do estado do Rio de Janeiro de menor PIB no estado.

sexta-feira, 20 de março de 2026

NOROESTE: Secretaria do Ambiente e cidades do Noroeste Fluminense assinam convênio de R$ 3,5 mi para destinação adequada de resíduos

Foto: INEA
 

A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e cinco municípios do Noroeste Fluminense assinaram um convênio, nesta segunda-feira (16), para promover a descarte adequado de resíduos urbanos em aterros sanitários. Com o acordo, Miracema, Natividade, Porciúncula, Bom Jesus do Itabapoana e São Fidélis avançam na adesão às políticas ambientais após encerramento dos antigos lixões.

O secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, ressaltou que a destinação correta de resíduos é uma prioridade para a pasta e que ações como o convênio assinado “fortalecem também o desenvolvimento econômico na esfera pública e a cooperação das diversas esferas do funcionalismo público”.

A inciativa integra o Programa Compra do Lixo Tratado e é liderada pela Secretaria de Estado de Ambiente com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (FECAM). Com a cooperação institucional, projeta-se o aumento da capacidade técnica das administrações municipais e a melhoria das condições ambientais, sanitárias e socioeconômicas da população fluminense rumo ao desenvolvimento regional sustentável.

A proposta está alinhada às normas: Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei 12.305/2010, ao novo marco do saneamento, à Política Estadual de Resíduos Sólidos – Lei Estadual nº 4191/2007, ao Programa Pacto pelo Saneamento e do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS), que tem na gestão regionalizada e na recuperação de custos, instrumentos de promoção da sustentabilidade no manejo dos resíduos sólidos urbanos.

quinta-feira, 12 de março de 2026

ELEIÇÃO: PREFEITOS DO NORTE E NOROESTE DO RJ SE REÚNEM EM CAMPOS E REFORÇAM APOIO A CLÁUDIO CASTRO

Segundo o portal Campos 24 horas, o evento realizado em um restaurante de Campos reuniu a maioria dos prefeitos das regiões Norte e Noroeste Fluminense, com demonstração de força política, unidade e fortalecimento do grupo da direita para as eleições deste ano no estado do Rio de Janeiro. A reportagem do Campos 24 Horas acompanhou o encontro que ocorreu nesta quarta-feira (04/03), pouco antes do lançamento da pedra fundamental do Batalhão da PM no subdistrito de Guarus.

Informação Campos 24 horas e fotografia A Folha

quarta-feira, 4 de março de 2026

BNDES investe R$ 150 milhões para recuperar 15 mil hectares de áreas degradadas no Norte Fluminense

Projeto apoiado com recursos do Fundo Clima terá foco inicial nas cidades fluminenses de Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana e Quissamã

Gov.br



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a empresa Tree Agroflorestal S.A. (Tree+) assinaram nesta segunda-feira, 2, contrato de financiamento de R$ 151,8 milhões para apoio a restauração ecológica de 15 mil hectares de áreas degradadas do bioma Mata Atlântica. Os recursos são provenientes do Fundo Clima – Florestas Nativas e Recursos Hídricos e destinam-se ao plantio e à regeneração de vegetação nativa. Participaram da assinatura do contrato, a diretora Socioambiental do Banco, Tereza Campello e o diretor geral da Tree+, Sandro Longuinho.

A Tree+ desenvolve suas atividades inicialmente no Norte Fluminense, nos municípios de Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana e Quissamã. O território-alvo poderá incluir áreas complementares no sul do Espírito Santo e na Zona da Mata Mineira, fortalecendo a conectividade ecológica regional. Ao longo de 2025, a Tree+ já realizou ações de recuperação em cerca de 2 mil hectares. 

A recuperação será realizada em Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais (RLs) e áreas voluntárias adicionais, em conformidade com o Código Florestal e a Lei da Mata Atlântica. Serão utilizadas exclusivamente espécies nativas do bioma, de forma a estimular a reconexão de fragmentos florestais, a recuperação de habitats e o retorno gradual da fauna silvestre.

“O governo Lula recolocou o Brasil no centro da agenda global do clima, com compromisso real com a redução do desmatamento e a restauração de florestas. A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos e, ao mesmo tempo, mais degradados do país. Apoiar projetos de recuperação em escala é essencial para proteger a biodiversidade, enfrentar eventos climáticos extremos e gerar emprego e renda nos territórios”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

O bioma Mata Atlântica abriga cerca de 20 mil espécies vegetais — aproximadamente 35% das espécies brasileiras, muitas delas endêmicas. Segundo dados do MapBiomas, a Mata Atlântica é o bioma brasileiro com menor cobertura vegetal remanescente, cenário particularmente crítico no Norte Fluminense.

No longo prazo, a iniciativa promoverá a recuperação estrutural do solo, com melhoria significativa de suas condições físicas, biológicas e hidrológicas, ampliando a infiltração e o armazenamento de água, mitigando alagamentos sazonais e processos erosivos. O projeto adota uma abordagem integrada da paisagem, que incorpora os produtores rurais como parceiros estratégicos do negócio. Utilizando sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) como ferramenta-chave de incentivo produtivo, essa abordagem recupera a funcionalidade e produtividade das áreas de agropecuária, criando viabilidade econômica para a adesão voluntária à restauração florestal. Assim, o modelo de desenvolvimento rural se torna sustentável e alia conservação ambiental, segurança hídrica e geração de renda, além de ser um instrumento de mitigação climática.

Portanto, além dos ganhos ambientais, o projeto vai gerar impactos socioeconômicos na região. Durante a fase de implantação, a estimativa é de criação de mais de 800 empregos diretos e indiretos, com destaque para atividades de campo, viveiros, coleta de sementes, manutenção florestal e serviços técnicos especializados. A iniciativa também tem um compromisso com a inclusão de mulheres e está desenvolvendo parcerias para capacitação de mão-de-obra feminina e projetos de incentivo ao empreendedorismo local, com foco especial nesse público.

A certificação de créditos de carbono, estruturada segundo metodologias internacionais de alta integridade, associa a recuperação florestal à remoção de gases de efeito estufa e amplia o potencial de geração de receitas através de serviços ambientais. O projeto contribui ainda para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6, 13 e 15, relacionados à água, à ação climática e à vida terrestre.

“O investimento do BNDES representa um valor que vai além do econômico: é um indicativo de que a recuperação de áreas degradadas se tornou uma prioridade nacional, estimulando também o engajamento do capital privado nesse propósito. Essa parceria, além de promover ganhos ambientais por meio do restabelecimento de habitats, cria um verdadeiro hub de serviços florestais e ecossistêmicos que expressam a vocação natural do Brasil e do Norte fluminense, gerando emprego e renda a partir de seus recursos renováveis” afirmou a diretora de ESG da Tree+, Adauta Braga.

O financiamento reforça o papel do BNDES para posicionar o Brasil como referência global em restauração florestal, bioeconomia e soluções baseadas na natureza, em consonância com o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destaca que a operação reforça o papel do Banco como indutor do desenvolvimento sustentável nos territórios. “A restauração florestal é uma política pública estratégica. Ela recupera o meio ambiente, gera trabalho, fortalece economias locais e reduz a vulnerabilidade climática. Ao apoiar projetos como este no Norte Fluminense, o BNDES contribui para diversificar a base econômica da região e construir uma nova trajetória de desenvolvimento associada à bioeconomia”, afirmou.

O apoio à Tree+ está alinhado à estratégia BNDES Florestas, que posiciona a restauração florestal e a bioeconomia de espécies nativas como eixos estruturantes do desenvolvimento sustentável. A atuação do Banco vem sendo significativamente ampliada nesse setor. Desde 2023, o BNDES já mobilizou mais de R$ 7 bilhões para a conservação e a restauração de florestas brasileiras, por meio de instrumentos reembolsáveis e não reembolsáveis, crédito, garantias, concessões e apoio produtivo. Esses recursos têm fortalecido cadeias produtivas associadas à restauração, como viveiros de mudas, redes de sementes, brigadas florestais, manejo sustentável e projetos de reflorestamento e recuperação ambiental em diferentes biomas.

Sobre o Fundo Clima – Operado pelo BNDES, o Fundo Clima é um dos principais instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima. O fundo apoia projetos voltados à mitigação e adaptação climática, à conservação e recuperação de florestas, à proteção da biodiversidade e à segurança hídrica, promovendo o desenvolvimento sustentável e a transição para uma economia de baixo carbono. O Fundo Clima é destinado a pessoas jurídicas de direito privado com sede e administração no País e oferece financiamento para atividades de restauração e mitigação climática, com foco em áreas prioritárias para biodiversidade e desenvolvimento socioeconômico.

Sobre o BNDES Florestas – O BNDES Florestas é a estratégia do Banco para impulsionar a restauração florestal e a bioeconomia de espécies nativas em escala, integrando instrumentos que se reforçam mutuamente, como o BNDES Florestas Crédito (Fundo Clima), o Floresta Viva, o Arco da Restauração, o ProFloresta+, as concessões florestais com restauro e manejo sustentável, o BNDES Floresta Inovação e o Fundo Amazônia, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando impactos ambientais, climáticos e sociais. 

Sobre a Tree+ - A Tree Agroflorestal S.A. é uma empresa brasileira do setor de bioeconomia que desenvolve projetos de restauração ecológica, manejo florestal sustentável e geração de créditos de carbono, integrados à recuperação de paisagens degradadas. A companhia desenvolve a implantação de um mosaico florestal de cerca de 50 mil hectares no Sudeste brasileiro, combinando recuperação da Mata Atlântica, sistemas agroflorestais e manejo florestal sustentável. Os investimentos totais previstos pela Tree+ ultrapassam R$ 800 milhões até 2031, com foco na conectividade ecológica, na recuperação de solos e na proteção de recursos hídricos. A Tree+ pertence ao portfólio da Lorinvest Gestora de Investimentos.


Fonte: BNDES, divulgado por Campos 24horas

domingo, 1 de março de 2026

Após últimas chuvas Governo do Estado intensifica ações do programa Limpa Rio

Matéria de Patrícia Lima, no Diário do Rio, aponta que após o período de chuvas intensas, as regiões Norte e Noroeste fluminense terão intensificadas as ações do Limpa Rio, programa de caráter preventivo e estruturante para a ampliação da capacidade de escoamento dos corpos hídricos e redução dos riscos de alagamentos. A nova fase foi oficializada nesta quinta-feira (26), em Campos, cidade que contará com sete frentes de trabalho do programa, sob a liderança do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Presidente do TCE suspende licitação de quase R$ 1 bilhão do Cidennf para concessão de água e esgoto


O
presidente do Tribunal de Contas (TCE-RJ), Márcio Pacheco, mandou suspender a licitação de quase R$ 1 bilhão aberta pelo Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf) para conceder os serviços de água e esgoto em cinco cidades do interior do Rio.

O contrato prevê 35 anos de concessão em Bom Jesus do Itabapoana, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, Italva e Quissamã, com um valor estimado de R$ 950,7 milhões.

A decisão foi tomada após denúncia da empresa Aegea Saneamento.

Decisão aponta falhas no edital e risco aos cofres públicos

Na decisão, Márcio Pacheco apontou indícios de falhas na modelagem do edital e risco concreto de prejuízo aos cofres públicos caso a concorrência siga sem correções.

Entre os problemas citados estão a falta de informações técnicas detalhadas sobre a substituição de tubulações de amianto, o que poderia comprometer o cálculo dos custos pelas empresas; questionamentos sobre o ente regulador indicado; e ausência de previsão clara sobre riscos como vandalismo e atuação de grupos armados nas áreas da concessão.

O presidente do TCE também destacou que apenas uma empresa — o Consórcio AquaRio — participou da sessão para entrega de envelopes, o que, segundo ele, pode indicar limitação à concorrência.

O Cidennf será notificado para se manifestar. A licitação permanece suspensa até nova deliberação do tribunal.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Grupo de vereadores aciona TCE-RJ após Cidennf reabrir licitação de águas nas regiões Norte/Noroeste Fluminense

A licitação para a concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no Norte e Noroeste Fluminense ( Bom Jesus do Itabapoana, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, Italva, Quissamã e Porciúncula) ganhou novos capítulos de tensão nesta semana. Um grupo de parlamentares da região ingressou com uma representação no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) solicitando a suspensão imediata do certame conduzido pelo Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf).

A mobilização ocorre no momento em que o consórcio reabre o edital (Concorrência Pública nº 001/2023), com sessão de abertura prevista para o próximo dia 13 de fevereiro. O processo, que se arrasta desde 2023 sob controvérsias, enfrenta agora a resistência política de lideranças de diversos municípios e a baixa oficial de Porciúncula.

O “Fator Porciúncula” e a Crise de Adesão

Uma das informações mais relevantes que fragilizam o projeto é a decisão da Prefeitura de Porciúncula de abandonar o bloco de privatização. O município formalizou junto ao Cidennf o pedido de exclusão imediata do certame, alegando que o projeto não atende às diretrizes estratégicas da gestão local. Com a saída, a tendência é que a Cedae continue operando na cidade, retirando de Porciúncula qualquer responsabilidade sobre o contrato de 35 anos estimado globalmente em quase R$ 1 bilhão.

Supostas Irregularidades Apontadas no TCE-RJ

A representação enviada ao Tribunal de Contas é assinada pelos vereadores Alexandra Moreira (PL) e Marquinho Marikita (PL), de Quissamã; Danilo Cozendey (Republicanos), de Cardoso Moreira; Joel Enfermeiro (Republicanos), de Italva; Pedro Henrique Faria (PDT) e Samuel da Música (Solidariedade), de Conceição de Macabu; e Léo Xambão (PL), de Bom Jesus do Itabapoana.

Os parlamentares destacam dois pontos críticos no novo edital:

Incerteza Técnica: A exigência de substituição integral das tubulações de cimento amianto sem que existam dados técnicos ou levantamentos que permitam precificar a obra. Para os vereadores, isso gera insegurança jurídica e risco de paralisação futura das obras.

Violação de Lei Federal: O edital prevê a isenção da tarifa de esgoto em Quissamã, o que, segundo a representação, afronta a Lei Federal nº 11.445/2007 (Marco Legal do Saneamento). A medida é vista como um privilégio que pode causar desequilíbrio econômico no contrato e prejudicar os demais municípios participantes.

Suspeitas sobre o Calendário

Além das questões jurídicas, o cronograma da licitação tem sido alvo de críticas, devido à proximidade da abertura dos envelopes com o período de Carnaval, o que, para alguns parlamentares, dificulta a fiscalização e a transparência do processo.

Próximos Passos

O pedido ao TCE-RJ busca uma medida cautelar para barrar a continuidade do leilão até que o edital seja revisado e adequado. Caso o Tribunal aceite os argumentos, esta será mais uma interrupção no projeto do Cidennf, que já havia sido suspenso anteriormente em 2024 por determinações da própria Corte de Contas.

Até o momento, o Cidennf mantém o cronograma e defende a legalidade do processo, visando a universalização do saneamento nos municípios que permanecem no consórcio.

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