Arquivo VAGALUME

domingo, 21 de junho de 2026

A DOR DA MORTE


 
A Dor da Morte


É a dor que machuca sem sangrar
Dói na alma e fere o peito
Não tem palavra que dê jeito
O remédio é chorar

É o fim de todo sujeito
Preparar-se é bem difícil
Esperá-la é precipício
Escapar não diz respeito

Na saúde ou na doença
Seja moço, ou na velhice
Quando chega a sentença
Não adianta crendice

Ela vem sem portador
Destroçando o coração
E no peito aquela dor
Só nos resta a oração

Morte, morrida ou matada
Por que te fizeram assim? Com
aceitação, ou vingada 
Por que atingistes a mim?

Morte traiçoeira e malvada
Por que não se afastas de mim?
Já levou quem tanto amava 
Preciso sofrer assim?

Morte traiçoeira e malvada
Traga de volta pra mim
A vida que me faltava
Antes que seja o meu fim

Morte e vida Severina
Rainha das catedrais
Quem te fez com essa sina
Não te viu nos hospitais

Vida, nascida e vivida
Princesa dos batistérios
Morte, matada e morrida
Rainha dos necrotérios

Ó malvada morte!
Preserve o meu amor
Numa penumbra de sorte
Leve-me, sem tanta dor

Teomar Almeida

Esse poema é de autoria do juiz que condenou um pai por violência doméstica, por ter matado a mulher na frente de seus 3 filhos menores. A poesia foi feita pra os filhos e consta da sentença. Mais informações no Site "Migalhas": https://www.migalhas.com.br/quentes/458585/juiz-condena-reu-por-homicidio-e-escreve-poema-para-filhos-da-vitima

Nenhum comentário:

Seguidores VAGALUMES

VAGALUMES LIGADOS

Siga-nos

Siga-nos
É só clicar sobre o twitter

NOVIDADES VAGALUMES por e-mail

Enter your email address:

Delivered by FeedBurner

Movimento dos Internautas Progressistas do Rio

Movimento dos Internautas Progressistas do Rio
#RIOBLOGPROG