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domingo, 11 de janeiro de 2026

JORNAL O FLUMINENSE (1937) ANUNCIA A MORTE DO CEL. MANOEL PICANÇO JÚNIOR, PATRIARCA DE ILUSTRE FAMÍLIA FLUMINENSE

O Jornal O Fluminense, de Niterói, de 09-nov-1937, uma terça-feira, edição 16767, na primeira página, divulgou a morte de importante personalidade flumiense, patriarca da família Picanço, o Coronel Manoel Picanço Júnior.




A família Picanço teve importante participação na cidade de Miracema e no Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro. O falecido da notícia era pai de personalidades também ilustres. Um de seus filhos, Melchíades Picanço, possuí nome de avenida larga na cidade de Miracema, a conhecida Rua Nova.

Segundo dados divulgados numa postagem sobre Conceição de Macabu: história e memória, no Facebook, Melchiades Picanço nasceu em Miracema no ano de 1891. Formou-se em Farmácia no ano de 1911, transferindo-se para Conceição de Macabu algum tempo depois, casado com Luzia de Lemos Picanço.

Estudante, pesquisador, empreendedor, Melchiades estudou Direito, bacharelou-se em 1918, dando início a uma das mais brilhantes carreiras que o antigo Estado do Rio de Janeiro já teve notícias.

Viúvo, contraiu nupcias com dona Alice Valentim Tavares Picanço, filha de tradicional família macabuense, fato que veio somar ainda mais ao já intrépido advogado, cujo nome e renome cresciam a cada dia, chegando até a capital do Estado: Niterói.

De seus dois casamentos nasceram os filhos Sílvio (que foi prefeito de Niterói), Macário [jurista, deputado e secretário de estado, patriarca de nossa (Conceição de Macabu) emancipação], Diva, Hamilton, Maria Nilsa, Aloysio (jurista, mais produtivo escritor macabuense) e Lúcio.

Melchíades Picanço
Ao se tornar Promotor Público da Capital, transferiu-se para Niterói em 1931, onde seus filhos se destacariam nas mais diversas áreas, mas sobretudo, no Direito e na Política.

Curador da Comarca da Capital e Procurador Geral do Estado - anos antes, em 1920, havia recusado o mesmo cargo no Espírito Santo, governado pelo macabuense, Nestor Gomes, seu amigo particular.

Foi eleito presidente da Ordem dos Advogados do Brasil e da Ordem dos Advogados Fluminenses.

Escreveu diversos artigos para vários periódicos, além de vários livros, sendo escolhido membro da Academia Fluminense de Letras, cadeira que anos depois seria ocupado por seus filhos Macário e Aloysio, fato até hoje não inigualado.

Faleceu em Niterói, dia 24 de maio de 1944 com apenas 52 anos. Niterói, Macaé, Rio de Janeiro, Miracema e Conceição de Macabu tem ruas com seu nome. Em São Gonçalo nomeia uma escola pública e, em 1957, recebeu um busto na Praça Santos Dumont em Macabu.

Fotografia do jornal O Fluminense digitalizado encontra-se na Hermacoteca da Biblioteca Nacional. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=100439_07&pagfis=9799 , Acesso em 11-jan-2026.

Conforme se verifica da matéria, o pai de Melchíades Picanço, o falecido da notícia, Coronel Manoel Picanço Júnior teve participação importante na questão de limites de estado entre RJ e MG.
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