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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

SÉRIE: QUAL O PAPEL DO ESTADO DIANTE DA CRISE? XIII

Discutir o papel do estado diante da crise envolve discutir o pensamento econômico, avaliar o histórico econômicos do país e do mundo. Pra essa postagem selecionamos o artigo do economista Paulo Nogueira Batista Júnior publicado na Carta Capital, para tratar sobre a condução do Ministério da Economia no Brasil.

Paulo Nogueira Batista Jr. nasceu no Rio de Janeiro, em 1955. Economista, foi diretor executivo pelo Brasil e outros países no FMI, em Washington, DC, entre 2007 e 2015, e vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, estabelecido pelos BRICS em Xangai, de 2015 a 2017.

Anteriormente, foi secretário especial de assuntos econômicos do Ministério do Planejamento em 1985-86, durante a gestão de João Sayad, e assessor para assuntos de dívida externa do ministro da Fazenda, Dilson Funaro, em 1986-87. Chefiou o Centro de Estudos Monetários e de Economia Internacional da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro de 1986 a 1989. Foi pesquisador visitante no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo em 1996-98 e, novamente, em 2002-04. É professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo desde 1989, de onde está atualmente licenciado.

A seguir ele fala sobre o ministro Paulo Guedes.


Em seu site - www.nogueirabatista.com.br - encontramos o artigo que ele menciona, cujo título é "Beato Salu, vítima da hipocrisia nacional…".

Destaco a seguir um trecho importante e deixo aos leitores o link, sobre o título do artigo, para apreciação integral.
Beato Salu, vítima da hipocrisia nacional
O ministro Guedes guarda atualmente relação apenas remota com o ideólogo que chegou a Brasília em 2019.

[...]

Ultraliberalismo, um ponto fora da curva

Em pleno século 21, coube ao Brasil a infelicidade inesperada de ter no comando da sua economia um economista ultraliberal. Quem poderia prever? O brasileiro não era dado a extremismos. Os ultraliberais sempre foram raros entre nós. Os economistas brasileiros, tanto à esquerda como à direita, tendiam a certo ecletismo. Faziam as suas combinações e sincretismos, misturando meio a esmo liberalismo, keynesianismo e, às vezes, pitadas de socialismo. Segundo os nossos poucos ultraliberais, era por isso mesmo que a economia brasileira não decolava.
Eis que de repente aparece, triunfante, Paulo Guedes, um Chicago oldie, como ele mesmo se autoqualificou em momento de bom humor. Formado nos anos 1970 na Universidade de Chicago, Guedes é um doutrinário. Talvez deva dizer “era”, e já explico por quê. Na década de 1980, quando começou a tomar parte ativa e exaltada do debate público brasileiro, recebeu a alcunha de “Beato Salu”, personagem de novela da TV da época, um fanático que vagava pelas ruas anunciando o fim do mundo. Se não me falha a memória, foi o Belluzzo quem lhe pespegou o apelido certeiro.
Por incrível que pareça, antes de concentrar em suas mãos, todas as rédeas da política econômica, Guedes nunca tivera uma passagem pelo serviço público! Saíra da academia para o mercado financeiro. E, depois de décadas no mercado, seguiu impávido para Brasília. 
Direto da Faria Lima para o ministério mais complicado do planeta – com o agravante de que passou a deter mais poderes e responsabilidade do que os seus antecessores, uma vez que ao Ministério da Fazenda foram incorporados Planejamento, Indústria e Comércio e, inicialmente, Trabalho. Um superministro, portanto, sem experiência de setor público! Episódio digno dos capítulos mais descabelados do realismo fantástico latino-americano.

 No mais deixo aos leitores a leitura do artigo completo. Fragmentos não ajudam muito no entendimento.

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